Acaba de sair a lista dos esportistas mais ricos do mundo. A liderança fica com o eterno astro do basquete Michael Jordan, seu patrimônio é de US$1,7 bilhão. O segundo é o golfista Tiger Woods com US$1,1 bilhão. O terceiro é o astro do basquete Lebron James com US$1 bilhão. O quarto é o jogador de futebol Lionel Messi com US$600 milhões. O quinto é o tenista Roger Federer com US$550 milhões e finalmente o sexto, Cristiano Ronaldo com US$500 milhões. Uma lista admirável.
Governo americano quer decisão do passaporte de Bolsonaro rápido
O governo norte-americano já comunicou ao ex-presidente Jair Bolsonaro que ele não pode permanecer no país com o passaporte diplomático, já que não é mais presidente da República. Bolsonaro está perdido, ainda mais porque foi surpreendido, ontem, com a decisão do ministro Alexandre de Moraes que transferiu para o dia 2 a oitiva do ex-ministro da Justiça e ex-secretário da Segurança Pública de Brasília, Anderson Torres. Outro fato curioso é que hoje o novo comandante do Exército vai se reunir com estado-maior no Forte Apache e novas determinações serão dadas e podem apanhar em cheio o caixa 2 do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid.
Clã do caixa dois
Bolsonaro iniciou e terminou seu mandato com intenções golpistas. Montou um governo de base militar notoriamente antidemocrático. Atacou sistematicamente as urnas eletrônicas, o STF e o TSE. Desejava manter-se no poder a qualquer custo. Transformou a Presidência da República no seu quintal de caixa dois, que o elegeu durante três décadas e enriqueceu seu clã. Quatro filhos, uma esposa e duas ex-esposas sustentadas pelo poder público e sem vocação para o trabalho. Sorte dos brasileiros que Bolsonaro não tem netos.
Tirando o corpo fora
Uma leitura atenta das respostas de Bolsonaro sobre o caixa dois implantado sob sua orientação e comandado pelo seu ajudante de ordens, tenente-coronel do Exército Mauro César Barbosa Cid, o “coronel Cid”, em pleno Palácio do Planalto, mostra bem a índole de ex-presidente: respondeu que em seu “cartão pessoal” nada consta de desabonador ou ilegal. Deu a entender que o “coronel Cid” pode ter metido a mão no cartão do Palácio. Tipo, aí são outros quinhentos réis. Igualmente, jogou sua esposa Michelle na fogueira, ao dizer que ela usava o cartão da amiga Rosimary Cardoso Cordeiro porque não tinha crédito. Deu a entender que Michelle optou por ter uma laranja. Tipo, no meu CPF, não. Tanto Cid quanto Michelle que paguem o pato. Bem, Bolsonaro, “nada com isso”.
Grana só depois da Disney, táoquei
Pouco afeito a pagar as próprias contas e sem cartão corporativo, Bolsonaro, agora, quer viver às custas do PL. Valdemar Costa Neto, o todo-poderoso do partido, está fazendo corpo mole até que o ex-mandatário resolva trabalhar. Tarefa duríssima. O ex-presidente gosta de tudo na vida, menos de labutar. Ele e Valdemar tiveram uma discussão das mais acaloradas, que terminou em bate-boca, com direito a palavrões e descambou para o “barraco”. Valdemar não quer sustentar Bolsonaro e sua entourage enquanto estiverem de férias na Disney. Como se não bastasse, o ex-candidato à vice de Bolsonaro, o notório golpista general Braga Netto, também quer casa, comida e roupa lavada. Trabalhar que é bom; ninguém quer.
A trama & a cana
A propósito, Braga Netto tramou o quanto pode para dar um golpe e manter-se no poder. As investigações comandadas pelo ministro Alexandre de Moraes chegam cada vez mais perto do general. O cerco vai se fechando e Braga Netto não tem muito para onde correr. Deixar o Brasil é confissão de culpa, manter-se no país é correr o risco de ser preso, especialmente agora que o comando do Exército mudou de mãos.
O novo comandante do Exército foi ajudante de ordens de dois presidentes democratas
Claro que ainda há ruídos pontuais aqui e ali dentro das Forças Armadas. Mas aos poucos o presidente Lula vai conferindo ao governo o seu perfil e mando, diante do núcleo mais sensível: os quartéis. Ao trocar o comandante do Exército escolheu Tomás Ribeiro Paiva, Comandante Militar do Sudeste, considerado um homem culto, arrojado, respeitado entre os comandados e apolítico. Foi ajudante de ordens de Itamar Franco e Fernando Henrique. O general Ribeiro Paiva já era cotado para o comando do Exército e o discurso para os comandados, na sexta-feira, foi a senha para o convite. “Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coeso, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado, apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito”. Foi um discurso de pacificação, de não enfrentamento, de respeito a democracia e as liberdades individuais, políticas e públicas. Afirmou ainda: a democracia pressupõe alternância de poder. É o voto, e quando a gente vota, tem que respeitar o resultado das urnas. Não interessa. Tem que respeitar. E mais adiante ainda afirmou “Esse é o papel da instituição de Estado, da instituição que respeita os valores da pátria. Somos o Estado”. Discurso que o país inteiro esperava ouvir para quebrar o elo de desconfiança que inquietava o presidente Lula.
O acerto de Lula na troca de comando do Exército
A imensa maioria dos especialistas em segurança foram didáticos em explicar o acerto da decisão do presidente na troca do comando do Exército brasileiro pela impossibilidade de governar com a desconfiança instalada na porta do gabinete. O ex-comandante Júlio César de Arruda ainda estava no teste probatório do ministro da Defesa José Múcio. Mas caiu porque resistiu a tudo que foi solicitado: tirar os acampados da frente dos quartéis, punir os oficiais que, comprovadamente, estavam nas manifestações do dia 8 de janeiro, e por último, se recusou a afastar o tenente-coronel Mauro Cid, do comando do Primeiro Batalhão de Ações e Comandados da unidade de Operações Especiais. O coronel Mauro Cid foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e um dos mais próximos a ele, tendo viajado para Orlando no final do ano para acompanhá-lo. E por último, Mauro Cid foi citado no uso “pouco adequado” do cartão corporativo da presidência da República, emitido em nome de Bolsonaro. O general Tomás Ribeiro Paiva, agora comandante do Exército Brasileiro, tem perfil mais adequado para o momento que o Brasil atravessa. É preciso sair dessa turbulência, o país está cansado de confusão.
E o Aras, hein?!
O procurador-geral da República, Augusto Aras, ficou indignado e respondeu, em entrevista, que não é um “engavetador de processos” e nem omisso aos deveres constitucionais. Mas parece que há um “modus operandi” em seus movimentos. Ou desaparece, ou sai esbaforido emitindo ordens de busca e apreensão pelo país inteiro. Nos movimentos que antecederam e depois sucederam o dia 8 de janeiro, em que vândalos quebraram as sedes do Congresso, STF e Palácio do Planalto, Aras, sabe-se lá por onde andava. Depois que todas as medidas já haviam sido tomadas, na sexta-feira, 20/01, emitiu ordens de busca e apreensão para oito estados brasileiros, nos endereços que a Polícia Federal já havia identificado por ordem de Alexandre de Moraes. Na correria cometeu a arbitrariedade de fazer buscas no escritório de advocacia de Ibaneis Rocha, violando a Constituição e causando protestos da OAB pelo Brasil inteiro. Nomeado por Bolsonaro para assumir a PGR por duas vezes, Aras diz que não vai se candidatar para o próximo pleito, que vai acontecer em setembro.
O fim da sarjeta
A prefeitura de Salvador vem executando nos últimos tempos um projeto no mínimo inusitado. Poderíamos chamá-lo de Fim da Sarjeta. Não poderia ser de outra forma. Afinal, basta observar a raridade de se ver aquele escoadouro de águas pluviais, que fica entre a pista de carros e o passeio dos pedestres, nas avenidas e ruas da capital baiana. Quando o asfalto se deteriora, devido às intempéries e movimentação de veículos, e os buracos surgem, o serviço de manutenção municipal acha que resolve o problema jogando por cima camadas de substância betuminosa, procedimento que enterra as sarjetas e prejudica a drenagem, causando os alagamentos. Na Rua da Ajuda, por trás do prédio da Câmara Municipal, a vexatória situação já virou até piada. Devido a tantas camadas de asfalto sobrepostas, a pista está bem mais alta do que o passeio, um risco iminente para pedestres e motoristas, comum em outros logradouros da cidade. A mordacidade baiana já comenta que tem camada desde o tempo de Thomé de Souza.
Damares e os Yanomami
Era de responsabilidade da então ministra, Damares Alves, a atenção e a aplicação das políticas públicas para os povos indígenas de todo Brasil. Inclusive os Yanomami. Esse quadro de desidratação, subnutrição e mortes exposto pela visita do presidente Lula aos Yanomami, revela uma perversidade desmedida de Damares na condução do ministério. Sempre desdenhou das denúncias de descaso relativas ao povo indígena, nunca uma visita, nenhuma providência. Frequente vista grossa aos garimpos ilegais, ao mercúrio nas águas, as mortes, as atrocidades contra mulheres e crianças. Damares precisa dar explicação sobre esse quadro que, de novo, coloca o Brasil na contramão da proteção aos povos originários. Mas também é necessário não esquecer que Roraima tem 3 senadores, 8 deputados federais, governador, deputados estaduais, secretarias de saúde, ONGs. Onde estavam todos esses representantes do estado de Roraima. Ninguém viu nada? Mais de 570 pessoas mortas, principalmente crianças, e passou despercebido a todos estes representantes do povo? É preciso cobrar responsabilidade de todos os que foram coniventes com esse assombro, esse constrangimento, esse descaso absoluto com os Yanomami.
Desrespeito aos pedestres
Não precisa ser nenhum urbanista para se constatar também o descaso da gestão municipal com os pedestres em Salvador. A largura das calçadas nem de longe se aproxima das existentes nas respeitáveis metrópoles do mundo. Não é necessário nem sair do Brasil para verificar que os padrões não são respeitados. Mesmo onde se aproxima de parâmetros civilizados, os passeios são ocupados por ambulantes e lenhe-se o andarilho urbano. O cenário desolador e perigoso para os pedestres que, muitas vezes, são forçados a se deslocar pelas vias dos carros, é observável até em novas avenidas, como a Tancredo Neves, com dimensão de calçadas desproporcional à demanda. A lembrança da canção de Caetano Veloso é inevitável: “A mim me bastava que o prefeito desse um jeito na Cidade da Bahia”.