O fim da sarjeta

A prefeitura de Salvador vem executando nos últimos tempos um projeto no mínimo inusitado. Poderíamos chamá-lo de Fim da Sarjeta. Não poderia ser de outra forma. Afinal, basta observar a raridade de se ver aquele escoadouro de águas pluviais, que fica entre a pista de carros e o passeio dos pedestres, nas avenidas e ruas da capital baiana. Quando o asfalto se deteriora, devido às intempéries e movimentação de veículos, e os buracos surgem, o serviço de manutenção municipal acha que resolve o problema jogando por cima camadas de substância betuminosa, procedimento que enterra as sarjetas e prejudica a drenagem, causando os alagamentos. Na Rua da Ajuda, por trás do prédio da Câmara Municipal, a vexatória situação já virou até piada. Devido a tantas camadas de asfalto sobrepostas, a pista está bem mais alta do que o passeio, um risco iminente para pedestres e motoristas, comum em outros logradouros da cidade. A mordacidade baiana já comenta que tem camada desde o tempo de Thomé de Souza.

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