O procurador-geral da República, Augusto Aras, ficou indignado e respondeu, em entrevista, que não é um “engavetador de processos” e nem omisso aos deveres constitucionais. Mas parece que há um “modus operandi” em seus movimentos. Ou desaparece, ou sai esbaforido emitindo ordens de busca e apreensão pelo país inteiro. Nos movimentos que antecederam e depois sucederam o dia 8 de janeiro, em que vândalos quebraram as sedes do Congresso, STF e Palácio do Planalto, Aras, sabe-se lá por onde andava. Depois que todas as medidas já haviam sido tomadas, na sexta-feira, 20/01, emitiu ordens de busca e apreensão para oito estados brasileiros, nos endereços que a Polícia Federal já havia identificado por ordem de Alexandre de Moraes. Na correria cometeu a arbitrariedade de fazer buscas no escritório de advocacia de Ibaneis Rocha, violando a Constituição e causando protestos da OAB pelo Brasil inteiro. Nomeado por Bolsonaro para assumir a PGR por duas vezes, Aras diz que não vai se candidatar para o próximo pleito, que vai acontecer em setembro.