O acerto de Lula na troca de comando do Exército

A imensa maioria dos especialistas em segurança foram didáticos em explicar o acerto da decisão do presidente na troca do comando do Exército brasileiro pela impossibilidade de governar com a desconfiança instalada na porta do gabinete. O ex-comandante Júlio César de Arruda ainda estava no teste probatório do ministro da Defesa José Múcio. Mas caiu porque resistiu a tudo que foi solicitado: tirar os acampados da frente dos quartéis, punir os oficiais que, comprovadamente, estavam nas manifestações do dia 8 de janeiro, e por último, se recusou a afastar o tenente-coronel Mauro Cid, do comando do Primeiro Batalhão de Ações e Comandados da unidade de Operações Especiais. O coronel Mauro Cid foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e um dos mais próximos a ele, tendo viajado para Orlando no final do ano para acompanhá-lo. E por último, Mauro Cid foi citado no uso “pouco adequado” do cartão corporativo da presidência da República, emitido em nome de Bolsonaro. O general Tomás Ribeiro Paiva, agora comandante do Exército Brasileiro, tem perfil mais adequado para o momento que o Brasil atravessa. É preciso sair dessa turbulência, o país está cansado de confusão.

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