O novo comandante do Exército foi ajudante de ordens de dois presidentes democratas

Claro que ainda há ruídos pontuais aqui e ali dentro das Forças Armadas. Mas aos poucos o presidente Lula vai conferindo ao governo o seu perfil e mando, diante do núcleo mais sensível: os quartéis. Ao trocar o comandante do Exército escolheu Tomás Ribeiro Paiva, Comandante Militar do Sudeste, considerado um homem culto, arrojado, respeitado entre os comandados e apolítico. Foi ajudante de ordens de Itamar Franco e Fernando Henrique. O general Ribeiro Paiva já era cotado para o comando do Exército e o discurso para os comandados, na sexta-feira, foi a senha para o convite. “Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coeso, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado, apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito”. Foi um discurso de pacificação, de não enfrentamento, de respeito a democracia e as liberdades individuais, políticas e públicas. Afirmou ainda: a democracia pressupõe alternância de poder. É o voto, e quando a gente vota, tem que respeitar o resultado das urnas. Não interessa. Tem que respeitar. E mais adiante ainda afirmou “Esse é o papel da instituição de Estado, da instituição que respeita os valores da pátria. Somos o Estado”. Discurso que o país inteiro esperava ouvir para quebrar o elo de desconfiança que inquietava o presidente Lula.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑