Bomba: o jornalista Rodrigo Rangel detonou o esquema de corrupção de Bolsonaro dentro do Palácio do Planalto. 

A plataforma Metrópoles detonou ontem com o seguinte título: “Exclusivo. O caixa 2 de Jair Bolsonaro no Planalto”. A matéria aponta com riqueza de detalhes o ajudante de ordens, o tenente-coronel do Exército Mauro César Barbosa Cid, como operador financeiro do presidente e da família dentro do Palácio. A ação foi determinada em absoluto sigilo pelo presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, com quebra de sigilo bancário e telefônico. Vale a pena a leitura da matéria que explicou como uma bomba ontem no Congresso Nacional. Desta, o ex-presidente não se salva. É caso gravíssimo e se voltar ao Brasil, ele vai ser preso.

Clima tenso envolvendo invasões indígenas e assassinato de jovens no Extremo Sul da Bahia gera suspeita sobre inocente

As mortes dos jovens Nawir Brito de Jesus e Samuel Cristiano do Amor Divino já estão sendo investigadas pela Polícia Federal de Porto Seguro e estão gerando repercussões para inocentes. Um vídeo que circula na internet, em que aparecem as imagens dos corpos dos jovens estirados à beira da rodovia, a pessoa que faz a filmagem fala que “o Gaúcho fez isso ai ó”, fez com que as suspeitas recaíssem sobre um comerciante de Teixeira de Freitas, de nome Elodir de Nadal, cujo apelido é Gaúcho. Em depoimento espontâneo prestado à Polícia Federal, Elodir de Nadal nega qualquer participação nas mortes, até porque não tem propriedade rural invadida, portanto, não tem motivação alguma para os crimes, e ainda se mostra estupefato com o fato de seu nome ter sido citado no vídeo, pois no dia das mortes, ele estava em Teixeira de Freitas, distante do local dos crimes. A reportagem teve acesso aos depoimentos da mãe da vítima Samuel, ela afirma que seu filho estava participando da “Retomada” de terras indígenas que hoje são ocupadas por fazendeiros, e que estava andando em companhia de Gabriel, que era uma pessoa que ela não gostava, “pois era envolvido com bebedeiras e coisas ruins”, afirma. Também chegou à reportagem um Boletim de Ocorrência Policial em que foi noticiado que no dia 19/01/2023, uma propriedade rural de Elodir de Nadal, na região, foi atacada por pessoas armadas que dispararam em direção aos funcionários da fazenda, que fugiram assustados. O advogado que representa Elodir, Dr. Almir Teófilo de Araújo Júnior, informa que seu cliente está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, bem como que apoia as investigações para apurar o infeliz episódio das mortes dos jovens, ressaltando que não há nenhum elemento material concreto ligando seu cliente aos crimes. Como se vê e já se anunciou, o clima na região é altamente tenso e a cada dia que passa as disputas se acirram. Este blog irá continuar acompanhando o caso e seus desdobramentos e alerta que inocentes não podem ser tragados para o olho do furacão sem qualquer elemento concreto.

A César o que é de César. Roriz I

Com a frase “ninguém é invasor em seu próprio país”, Joaquim Roriz, o melhor governador que Brasília já teve, rebatia com calma os diversos inimigos que ganhou na imprensa e em parte da elite brasiliense quando desalojou favelas inteiras da W3 Norte, da N2, da W3 Sul e outros locais e criou espaços e lotes urbanos para seus moradores. Nesse movimento, assentou milhares de famílias em cidades planejadas, com ruas largas, equipamentos públicos e boas escolas. Samambaia, a mais famosa, tem hospitais, postos de saúde, shopping, faculdades, bons restaurantes e academias. E quando construiu o metrô que liga Samambaia ao Plano Piloto, sofreu ataques. Diziam que ele estava levando os ladrões e assaltantes mais rapidamente para as Asas Sul e Norte e ainda para os Lagos Sul e Norte. Respondia sempre: não sei se leva ladrões, mas leva as cozinheiras, motoristas, jardineiros, piscineiros, enfermeiros – todos os que servem aos moradores do Plano Piloto.

A César o que é de César. Roriz II

Embora fosse um homem bonito, alto, formado na Universidade Católica de Goiás, empreendedor e de raciocínio lógico, Roriz empregava mal as palavras, falava errado, gostava da culinária goiana e da música sertaneja. Esses modos a imprensa e a elite não perdoavam. Era o goianão, o roceiro, olhado por esses com deboche. Roriz não se importava. E foi dando a Brasília e ao Distrito Federal o que tem de mais moderno: a ponte JK, as avenidas L-4 e L-2, oito cidades-satélites, os canteiros de flores, o metrô, despoluiu o Lago Paranoá. Aliás, o dinheiro para despoluir o Lago, conquistou no governo Collor numa jogada de mestre. Pediu uma audiência, levou um projeto completo junto com alguns secretários e o então secretário do Meio Ambiente, Washington Novaes. Em dado momento da apresentação, ouviu do Washington: esse lago que o senhor anda de jet ski é completamente cheio de merda. Pronto. Estava liberado o financiamento.

A César o que é de César. Roriz III

Pouca gente sabe que as terras onde está assentada Brasília eram de Jorge Peles, pai de dona Weslian, mulher de Roriz. Quando a missão Cruls demarcou o terreno da construção, a maioria do que seria o Distrito Federal era a fazenda de seu Jorge. Nunca recebeu indenização. Seguiu a vida de forma modesta e simples como sempre tinha vivido. Jornalistas e cinegrafistas que acompanhavam Roriz pelas satélites ou em viagem o adoravam pela gentileza, educação e o tratamento correto que dispensava a todos. Sempre chamava Casemiro, seu ajudante de ordens da vida toda e avisava durante os almoços: a comanda deles (repórteres, fotógrafos, cinegrafistas) é por minha conta, inclusive as bebidas alcoólicas. Roriz é um mundo de boas histórias.

Chá de sumiço

As coisas da política dificilmente ficam muito tempo escondidas em Brasília. Por isso não está passando despercebido o sumiço de Gleisi Hoffmann. Nos primeiros dias após a eleição, ela apareceu, sempre de cara amarrada, ao lado de Geraldo Alckmin nos anúncios dos grupos de transição. Depois, dizem, tomou um chega pra lá ao tentar interferir em algumas escolhas de ministros. Agora, circula em Brasília que o sumiço se deve a desentendimentos, não muito republicanos, com a primeira-dama, Janja da Silva. Corre à boca miúda que onde uma está a outra não coloca o pé. E como Janja está em todos os acontecimentos no Palácio do Planalto, Gleisi virou fumaça por lá. Quem está ao lado de Gleisi diz que essa queda de braço não pode prosperar por muito tempo. Afinal, ela é deputada federal, presidente nacional do PT, tem apoio da bancada, e vem por aí uma eleição para as presidências da Câmara e do Senado, que passam pela articulação dela nas duas casas. Como as necessidades políticas falam mais alto, daqui a pouco veremos fotos das duas sorrindo para desmentir os olheiros de plantão e empurram a briga para debaixo do tapete. Já vimos esse filme. Simone Tebet que o diga.

Licitação Direcionada em Dias D’Ávila e Mata de São João na Bahia

Ocorrem nos Municípios de Dias D’Ávila e Mata de São João, na Bahia, licitações para contratação de aterro sanitário que está deixando os espectadores de cabelo em pé, tamanha a impetuosidade das administrações municipais em fazerem de tudo para contratar apenas uma empresa, de propriedade de um certo menudo gordinho, Marcelo Adorno Farias. Os editais de ambas as licitações foram impugnados na justiça, pois havia flagrante direcionamento para a empresa do menudo gordinho, e em ambos processos a justiça concedeu liminares para retirar os itens dos editais que o beneficiavam, porém, no lugar de realizarem as licitações sem direcionamento, como a casa caiu para o esquema, os municípios suspenderam as licitações. Êita gordinho potente. Cadeia nele.

Efeito Xandão 

Depois da quebradeira geral promovida pelos bolsonaristas no dia oito de janeiro, Damares Alves, que espalhava aos quatro cantos que seria a primeira mulher a presidir o Senado Federal, tomou doril, sumiu. Um dos seus assessores, de quando ainda era ministra, foi identificado tentando colocar uma bomba num caminhão de combustível perto do aeroporto de Brasília. Damares publicou uma desculpa nas redes, mergulhou e não voltou mais à superfície. Nem agora que a eleição para a presidência do Senado anda bombando, com dois candidatos alinhados a Bolsonaro, ela se manifesta. Valente, e sempre comprando brigas grandes escorada em Michelle, a senadora eleita parece preocupada é com a caneta de Alexandre Moraes, que não está salvando ninguém. Pode também estar na assessoria da ex-primeira-dama nessa nova fase de vendedora de skin care.

Os profissionais garantem reeleição de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira

O time de Bolsonaro não vai dar nem para melar, tanto no Senado quanto na Câmara. É tudo amador. No Senado, o trio Renan Calheiros, Jader Barbalho e Davi Alcolumbre. Na Câmara, Eunício Oliveira e companhia limitada. Vai ser de goleada. Dia 1º de fevereiro, Rodrigo Pacheco será reeleito presidente do Congresso Nacional e Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. 

Um bilhão na Lei Rouanet: ministra baiana isola os sertanejos bolsonaristas

A ministra da Cultura, a baiana Margareth Menezes, já alocou R$1 bilhão da Lei Rouanet para realmente quem merece. Os sertanejos que apoiaram Jair Bolsonaro não tiveram um tostão. Por falar nisso, o sertanejo Gusttavo Lima cancelou o seu bloco que sairia no carnaval de Salvador. Não teve nenhum carnavalesco que quisesse pagar inicialmente R$2 mil, baixou até para R$800. Somente um carnavalesco se inscreveu. Quem faz o carnaval na Bahia é o povão. Os camarotes são para os PO, que em Salvador se chama paulista otário.

Sinal vermelho para volta de Bolsonaro ao Brasil

A negativa, da última quarta-feira, que o ministro do STF Ricardo Lewandowski deu à ação que pedia salvo-conduto para a volta de Bolsonaro ao Brasil foi uma ducha de água fria para ele. Agora, ele afirma que não mais voltará ao Brasil no dia 31 de janeiro. Teme a prisão, principalmente o envolvimento dele que a cada dia se afunila num golpe de estado.

Michelle, quem diria…

Sem cartão corporativo para bancar suas despesas com cosméticos, Michelle Bolsonaro retorna às origens de promotora de vendas. Ao invés de supermercados, onde iniciou a carreira, está no Instagram oferecendo produtos à base de ouro do seu maquiador Augustin Fernandez. Michelle promovia produtos diversos nos supermercados de Brasília, até ser descoberta por parlamentar do PP que lhe alçou à liderança do partido na Câmara dos Deputados. Uma trajetória fulminante, de expositora de vendas à secretaria parlamentar. Tudo sem concurso público e até encontrar-se com seu futuro marido, Bolsonaro, quando deixou de trabalhar no Congresso e virou dona de casa.

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