Chá de sumiço

As coisas da política dificilmente ficam muito tempo escondidas em Brasília. Por isso não está passando despercebido o sumiço de Gleisi Hoffmann. Nos primeiros dias após a eleição, ela apareceu, sempre de cara amarrada, ao lado de Geraldo Alckmin nos anúncios dos grupos de transição. Depois, dizem, tomou um chega pra lá ao tentar interferir em algumas escolhas de ministros. Agora, circula em Brasília que o sumiço se deve a desentendimentos, não muito republicanos, com a primeira-dama, Janja da Silva. Corre à boca miúda que onde uma está a outra não coloca o pé. E como Janja está em todos os acontecimentos no Palácio do Planalto, Gleisi virou fumaça por lá. Quem está ao lado de Gleisi diz que essa queda de braço não pode prosperar por muito tempo. Afinal, ela é deputada federal, presidente nacional do PT, tem apoio da bancada, e vem por aí uma eleição para as presidências da Câmara e do Senado, que passam pela articulação dela nas duas casas. Como as necessidades políticas falam mais alto, daqui a pouco veremos fotos das duas sorrindo para desmentir os olheiros de plantão e empurram a briga para debaixo do tapete. Já vimos esse filme. Simone Tebet que o diga.

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