A César o que é de César. Roriz II

Embora fosse um homem bonito, alto, formado na Universidade Católica de Goiás, empreendedor e de raciocínio lógico, Roriz empregava mal as palavras, falava errado, gostava da culinária goiana e da música sertaneja. Esses modos a imprensa e a elite não perdoavam. Era o goianão, o roceiro, olhado por esses com deboche. Roriz não se importava. E foi dando a Brasília e ao Distrito Federal o que tem de mais moderno: a ponte JK, as avenidas L-4 e L-2, oito cidades-satélites, os canteiros de flores, o metrô, despoluiu o Lago Paranoá. Aliás, o dinheiro para despoluir o Lago, conquistou no governo Collor numa jogada de mestre. Pediu uma audiência, levou um projeto completo junto com alguns secretários e o então secretário do Meio Ambiente, Washington Novaes. Em dado momento da apresentação, ouviu do Washington: esse lago que o senhor anda de jet ski é completamente cheio de merda. Pronto. Estava liberado o financiamento.

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