Tirando o corpo fora

Uma leitura atenta das respostas de Bolsonaro sobre o caixa dois implantado sob sua orientação e comandado pelo seu ajudante de ordens, tenente-coronel do Exército Mauro César Barbosa Cid, o “coronel Cid”, em pleno Palácio do Planalto, mostra bem a índole de ex-presidente: respondeu que em seu “cartão pessoal” nada consta de desabonador ou ilegal. Deu a entender que o “coronel Cid” pode ter metido a mão no cartão do Palácio. Tipo, aí são outros quinhentos réis. Igualmente, jogou sua esposa Michelle na fogueira, ao dizer que ela usava o cartão da amiga Rosimary Cardoso Cordeiro porque não tinha crédito. Deu a entender que Michelle optou por ter uma laranja. Tipo, no meu CPF, não. Tanto Cid quanto Michelle que paguem o pato. Bem, Bolsonaro, “nada com isso”. 

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