Um dos melhores investimentos do banqueiro baiano Daniel Dantas continua sendo, sem sombra de dúvida, suas fazendas de gado no Pará. Além da crescente valorização da arroba do boi nos últimos anos, o preço das terras, onde se localiza a Fazenda Santa Bárbara, dispararam. Para viabilizar a venda da propriedade, que está avaliada na casa das dezenas de bilhões, Dantas e seu grupo terão que fatiá-las.
Riqueza do interior
Quem viaja de jatinho pelo interior do Brasil se surpreende a cada pouso. Em cidades como Uberaba, Redenção e Goiânia já não existe lugar nos hangares para tanto avião novo. E não estamos falando dos modelos mais baratos. Com a valorização das terras, é cada vez maior o número de jatos e aviões como King Air e Pilatus novos, que custam de 5 a 15 milhões de dólares.
Negócio bilionário
Com recorde de participação estrangeiros, terminou no último sábado a octogésima oitava Expozebu, a maior feira de gado do planeta. O destaque desta edição ficou por conta do remate de 50% da vaca Strela FIV da Mura por R$2,6 milhões. No total, a feira movimentou cerca de meio bilhão de reais em negócios em apenas sete dias.
A vida continua depois da morte?
Vamos falar sério. O Exército precisa se explicar. Considerar alguém morto e pagar pensão à “viúva” parece estranho. E é. Não aconteceria no mundo real. Exemplo, um funcionário se mostra incompatível com o cargo que assume, comete desatinos e é demitido. Alguém imagina a empresa considerando-o morto e pagando pensão à mulher dele. Não consta que a viúva do militar Aílton Barros, “o segundo irmão de Bolsonaro”, tenha se separado do “morto”; o que nos faz pensar que apesar de expulso do Exército por indisciplina, ele continua a se locupletar com a bela pensão de quase 15 mil reais. Como explicar que o advogado e ex-major Ailton Barros, tenha conseguido transferir a pensão para sua esposa, mesmo depois de expulso do Exército e supostamente morto.
As razões de Heleno?
Para o novo chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o ocupante do cargo durante o governo Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, desconstruiu a institucionalidade do órgão, “Heleno já estava há dez anos fora [do Exército]. Quando veio para cá; ele já veio com essa carga política, já tinha feito campanha para Bolsonaro. Ou seja, ele veio realmente já assim desconstruindo um pouco essa institucionalidade que tem o GSI.” disse o militar em entrevista à Folha de São Paulo. Dizem as más línguas que a relação Heleno-Bolsonaro tem como elemento de atração o presidente Lula, a quem, um ressentido Heleno, devotaria ódio eterno. Vamos aos fatos. No dia seis de julho de 2005, tropas da Missão de Estabilização da ONU no Haiti, comandadas pelo exército brasileiro, realizaram uma operação na maior favela da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo testemunhas e vítimas, cerca de 300 homens fortemente armados assassinaram 63 pessoas, deixando outras 30 feridas. O comandante era o general Augusto Heleno. A ação foi denunciada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e baseada em relatório do Centro de Justiça Global e da Universidade de Harvard (EUA). O governo brasileiro teria recebido uma solicitação da ONU para substituir o comando das tropas, o que foi feito, com a indicação do general Urano Teixeira da Matta Bacellar. Essa é aquele tipo de história em que o leitor escolhe o seu próprio final.
O sucesso de Lula na coroação do rei Carlos e o diplomata estiloso
Todos os órgãos de imprensa internacionais destacaram a presença de Lula nas solenidades inesquecíveis da coroação do rei Carlos. O presidente do Brasil soube aproveitar a exposição e deixou uma excelente imagem não só entre os britânicos como entre os seus colegas do poder. A visita de 72h de Lula foi preparada por um talentoso, habilidoso e, sobretudo, discreto diplomata: Fred Arruda. Conseguiu inclusive colocar a comitiva presidencial em um hotel a preços razoáveis, já que os mais caros, com diárias de até 50 a 60 mil dólares, estavam todos com os árabes. O fiasco da ida do ex-presidente Bolsonaro foi apagado da memória dos ingleses. Lula brilhou.
Suplicy no poder
Alguns comportamentos/acontecimentos dizem muito sobre o momento que vivemos. Há uma crise de representação parlamentar. Basta ver como funciona a Câmara dos Deputados, apropriadamente definida por um colunista como Deputadocracia. E que tem como prática espremer os presidentes até conseguir o que quer. E sempre quer muito. Mas o exemplo do momento vem de São Paulo, que se pretende o estado mais ativo da Federação; líder da Economia. Na sexta-feira (05/05) o aplicado deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), ao chegar para uma sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deparou-se com o plenário completamente vazio. A sessão era normal, realizada nos dias úteis, não havia votação. Suplicy, sem saber o que fazer, foi orientado pela assessoria da Casa a presidir a sessão e aproveitou para fazer um pronunciamento de 15 minutos para cadeiras e lustres. Às 14h15, ainda sozinho, encerrou a sessão. Outro deputado do PT chegou depois da sessão encerrada. Suplicy, sempre elegante, tentou “livrar a cara” dos companheiros e disse que havia muitas atividades agendadas no período em que reinou sozinho na ALESP, entre elas a entrega do colar de Honra ao Mérito Legislativo a Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
Elmar enquadra Rui Costa
O deputado federal Elmar Nascimento (UB) aproveitou entrevista à GloboNews para enquadrar o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ao ser questionado sobre o comportamento do Congresso Nacional às demandas legislativas do presidente Lula, ele lembrou que os parlamentares precisam levar benefícios para suas bases e as emendas são um meio de atendê-los. No entanto, o líder do União Brasil observou que, embora tivesse sido acordado com os ministros Fernando Haddad e Alexandre Padilha a liberação de 100% dos restos a pagar das emendas, por determinação de Rui Costa, só foi liberado 30%. Elmar não contou conversa. Enquadrou o ex-governador da Bahia, ressaltando que o Congresso Nacional não é a Assembleia Legislativa da Bahia, onde Rui Costa, durante oito anos de governo, não liberou um centavo de emenda. Deixou claro que o empoderamento de Costa é um entrave na relação de Lula com o Congresso.
Ressurreição ou Implosão?
O ex-assessor e “segundo irmão” de Jair Bolsonaro, o ex-militar Ailton Barros, pode ser classificado como uma bomba-relógio. O homem que ajudou a falsificar o documento de vacinação do ex-presidente foi expulso do Exército há 17 anos, por indisciplina, considerado um oficial indigno da farda e da força. Pesam sobre ele, inclusive, suspeitas de relações estreitas com traficantes cariocas. Só que para a “viúva”, Marinalva Leite da Silva Barros, ele não é problema e sim, solução. Ela tem direito a uma pensão líquida de quase R$15 mil. Mas “viúva”? Sim. Para o Exército o ex-major está morto. Não deixa de ser uma boa metáfora. O problema é que Ailton ressuscitou para assombrar o bolsonarismo, que anda em crise temendo delações premiadas e a perícia no celular de Bolsonaro. Elemento que já provou que não tem medo do perigo e pouco afeito aos salamaleques da Política, mais do assombrar com sua ressurreição, Aílton pode implodir o bolsonarismo.
Melhor escola inglesa no Brasil comemora coroação do rei Charles III
A St. Paul’s School, tradicional escola britânica em São Paulo, prepara uma série de atividades para celebrar a coroação do rei Charles III, que ocorrerá neste sábado (6). Segundo o diretor da unidade, o inglês Titus Edge, a monarquia representa continuidade e estabilidade para o povo da Grã-Bretanha, “tanto para quem reside lá ou para quem, por alguma razão, está morando no exterior”.”Para nós, como expatriados, será um momento em que nos reconectaremos à nossa terra natal e brindaremos com as nossas famílias, amigos e comunidades a milhares de quilômetros de distância.” diz ele, que mora no Brasil há três anos. Edge destaca que a última cerimônia de coroação no Reino Unido ocorreu há 70 anos. “Portanto, presenciaremos um espetáculo raro, que tende a despertar interesse e entusiasmo”. O diretor conta que já viu o monarca de perto em várias ocasiões em que ele estava cumprindo seus deveres oficiais. “A última visita dele ao Brasil e à escola St. Paul’s ocorreu em 1978. Espero que após a coroação ele possa encontrar tempo para voltar. Com toda certeza, garantiremos uma recepção calorosa”, diz. Nesta sexta (5), a escola fará a sua própria celebração. Os alunos mais novos participarão de uma tradicional festa de rua inglesa, com um piquenique no parque do colégio. Apresentações musicais também estão programadas para eles e para os estudantes mais velhos. Além disso, todos terão um almoço temático com comida típica britânica. O diretor diz acreditar que Charles continuará o legado de sua mãe, a rainha Elizabeth II, que morreu em setembro do ano passado. “Como herdeiro, ele se comprometeu com várias causas, que deverão ter total atenção, em particular o desenvolvimento de oportunidades para os jovens. E o compromisso estabelecido com a conservação do meio ambiente”, afirma.
Odebrecht tem um final de semana de boas notícias
A Odebrecht, hoje Novonor, tem proposta para venda do seu braço petroquímico, onde ela tem como associada a Petrobras. A Adinor ofereceu R$37,5 bilhões pela Braskem, fazendo assim com que a Odebrecht possa pagar algumas dívidas, processo já iniciado num acordo de leniência com o governo do Rio de Janeiro.
Marcelo cumpre pena e faz acordo com empresa que ajudou a promover
Marcelo Odebrecht cumpriu a última etapa do seu acordo para ficar livre da prisão. Ele atuou no hospital de São Paulo e esta semana terminou o seu périplo. Simultaneamente, fez um acordo financeiro com a empresa e as cifras não foram divulgadas. O lamentável é que do pai Emílio Odebrecht ele ainda mantém distância e não quer aproximação. Também pudera, ficou preso muitos anos e foi quem levou a pior no processo de corrupção mundial que a Odebrecht comandou durante muitos anos.