Ressurreição ou Implosão? 

O ex-assessor e “segundo irmão” de Jair Bolsonaro, o ex-militar Ailton Barros, pode ser classificado como uma bomba-relógio. O homem que ajudou a falsificar o documento de vacinação do ex-presidente foi expulso do Exército há 17 anos, por indisciplina, considerado um oficial indigno da farda e da força. Pesam sobre ele, inclusive, suspeitas de relações estreitas com traficantes cariocas. Só que para a “viúva”, Marinalva Leite da Silva Barros, ele não é problema e sim, solução. Ela tem direito a uma pensão líquida de quase R$15 mil. Mas “viúva”? Sim. Para o Exército o ex-major está morto. Não deixa de ser uma boa metáfora. O problema é que Ailton ressuscitou para assombrar o bolsonarismo, que anda em crise temendo delações premiadas e a perícia no celular de Bolsonaro. Elemento que já provou que não tem medo do perigo e pouco afeito aos salamaleques da Política, mais do assombrar com sua ressurreição, Aílton pode implodir o bolsonarismo.

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