Para o novo chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o ocupante do cargo durante o governo Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, desconstruiu a institucionalidade do órgão, “Heleno já estava há dez anos fora [do Exército]. Quando veio para cá; ele já veio com essa carga política, já tinha feito campanha para Bolsonaro. Ou seja, ele veio realmente já assim desconstruindo um pouco essa institucionalidade que tem o GSI.” disse o militar em entrevista à Folha de São Paulo. Dizem as más línguas que a relação Heleno-Bolsonaro tem como elemento de atração o presidente Lula, a quem, um ressentido Heleno, devotaria ódio eterno. Vamos aos fatos. No dia seis de julho de 2005, tropas da Missão de Estabilização da ONU no Haiti, comandadas pelo exército brasileiro, realizaram uma operação na maior favela da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo testemunhas e vítimas, cerca de 300 homens fortemente armados assassinaram 63 pessoas, deixando outras 30 feridas. O comandante era o general Augusto Heleno. A ação foi denunciada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e baseada em relatório do Centro de Justiça Global e da Universidade de Harvard (EUA). O governo brasileiro teria recebido uma solicitação da ONU para substituir o comando das tropas, o que foi feito, com a indicação do general Urano Teixeira da Matta Bacellar. Essa é aquele tipo de história em que o leitor escolhe o seu próprio final.