Alguns comportamentos/acontecimentos dizem muito sobre o momento que vivemos. Há uma crise de representação parlamentar. Basta ver como funciona a Câmara dos Deputados, apropriadamente definida por um colunista como Deputadocracia. E que tem como prática espremer os presidentes até conseguir o que quer. E sempre quer muito. Mas o exemplo do momento vem de São Paulo, que se pretende o estado mais ativo da Federação; líder da Economia. Na sexta-feira (05/05) o aplicado deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), ao chegar para uma sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deparou-se com o plenário completamente vazio. A sessão era normal, realizada nos dias úteis, não havia votação. Suplicy, sem saber o que fazer, foi orientado pela assessoria da Casa a presidir a sessão e aproveitou para fazer um pronunciamento de 15 minutos para cadeiras e lustres. Às 14h15, ainda sozinho, encerrou a sessão. Outro deputado do PT chegou depois da sessão encerrada. Suplicy, sempre elegante, tentou “livrar a cara” dos companheiros e disse que havia muitas atividades agendadas no período em que reinou sozinho na ALESP, entre elas a entrega do colar de Honra ao Mérito Legislativo a Leila Pereira, presidente do Palmeiras.