Superintendência do Ministério da Agricultura na Bahia mantém servidor processado em cargo comissionado

Conforme divulgado previamente neste blog, a entrega de veículos do Ministério da Agricultura na Bahia, para o seu irmão – prefeito de Santa Maria da Vitória, durante o período eleitoral, terminou mal para a ex-superintendente do MAPA na Bahia, Suelene Santos da Silva e seu substituto Cássio Peixoto. Ambos foram apenados em Processo Administrativo Disciplinar, publicado nesta quarta-feira (07) no DOU. O incrível é que, mesmo tendo participação ativa nas campanhas contrárias aos Governos Federal e Estadual, inclusive no episódio da entrega dos veículos, Cássio continua ocupando o mesmo cargo no atual Governo Federal! Até quando?


Cavalo azarão

O nome dele está sendo sempre citado pelos caciques do PT baiano, quando perguntados pelos possíveis candidatos da base do governo de Jerônimo Rodrigues à prefeitura de Salvador. Ex-vereador da capital baiana e atual presidente da Conder, órgão governamental que executa obras, José Trindade pode ser o cavalo azarão da corrida ao palácio Thomé de Souza no ano que vem. Na Câmara Municipal, ele era o mais agressivo oposicionista à gestão de ACM Neto, batia forte nos calcanhares de Aquiles. Além da língua afiada, pode trazer para a campanha novos projetos para a cidade, que estariam sendo gestados na Conder. O prefeito Bruno Reis não vai ter vida fácil no seu plano de reeleição. Vai ter pela frente também João Roma, que deve levantar a indigesta questão do IPTU, na sua bandeira de menos impostos.

Velhos conhecidos

Mais uma cidade envolvida em fraudes com a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para emissão de certificados de vacinação contra a COVID-19: Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Lá, Mauro Cid, o ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiu registros para suas três filhas. O secretário de Saúde da cidade, Paulo Hirano, diz que tomou conhecimento e determinou que os dados não fossem registrados, mas não abriu uma investigação, o que seria o caminho correto para determinar responsabilidades. Afinal de contas, trata-se de um crime. Ele disse também que a prefeitura da cidade não foi procurada pela Polícia Federal (PF). Com a notícia, velhos conhecidos da política carioca foram lembrados. O prefeito da cidade, Wladimir Garotinho, filho de Anthony e Rosinha Garotinho, e irmão da deputada federal Clarissa Garotinho, os dois às voltas com muitos processos e prisões.

Dedo-duro

Geddel Vieira Lima, sem papas na língua, já disse que o marqueteiro João Santana é um delator. O ex-ministro dos governos Lula e Temer enfrentou a sua via crucis na política, cumprindo a sua pena sem entregar ninguém. Não é que, em recente entrevista à Folha, o Rasputin de Tucano demonstrou que Geddel está certo. Ao ser questionado sobre caixa-dois nas últimas eleições em que seu cliente, Ciro Gomes, foi fragorosamente derrotado, Santana tirou o corpo fora, mas não deixou de apontar o dedo para as campanhas concorrentes. João Satanás, como ficou conhecido pelas perversidades cometidas contra Marina nas eleições presidenciais de 2014, ao ser lembrado na entrevista dessa lastimável campanha, aliviou seu lado e preferiu dividir a autoria com outrem. O queridinho de Dilma e detestado por Lula não fez questão de apagar a sua fama de dedo-duro.

Ficha corrida

A decadência na política, com personagens cada vez mais exóticos a dominar a cena, é apenas mais um sinal do caminho sem volta que empreendeu a outrora cidade maravilhosa e um dos mais importantes estados do país. Basta citar os últimos governadores, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Wilson Witzel. E um dos mais poderosos líderes políticos do estado, Eduardo Cunha. Todos presos ou destituídos. Cassado e preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na última eleição, conseguiu eleger a filha e herdeira política, Dani Cunha (União-RJ). O ex-governador Luiz Fernando Pezão foi absolvido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em um processo da Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Livre após seis anos de prisão, sob acusação de corrupção, o ex-governador Sérgio Cabral nega agora todas as acusações. Três anos após ter assumido liderar um rentável esquema de corrupção, afirma que o dinheiro ilegal que usou era fruto de sobras de caixa dois de campanha. Wilson Witzel, que se elegeu do nada na onda conservadora e violenta de 2018, tenta se reinserir na política. A última notícia que se tem dele é de fevereiro, quando foi barrado em uma solenidade oficial no Palácio do Planalto. Segundo a Comunicação do Governo Federal (Secom), a presença do ex-governador não estava prevista na agenda marcada pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados, que pediu o encontro para apresentar um projeto.

Hiroshima mon amour I

Se o presidente Lula contava colher os louros e ocupar a manchete dos jornais ao se mostrar em imagens amenas junto aos líderes do G7, na cúpula de Hiroshima, o tiro saiu pela culatra. A irrupção do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no evento das democracias industrializadas mais poderosas, deixou Lula sem ação. Os pressurosos membros da delegação brasileira, incluindo os diplomatas do Itamaraty, procuraram atribuir a um desajuste de agenda a falta de um encontro privado entre Lula e Zelensky. Como não haviam combinado essa desculpa com os ucranianos (sim, ucranianos, e não russos), Zelensky não poupou o presidente brasileiro, ao ser perguntado pelos jornalistas se estava desapontado com o desencontro. Para ele, o desapontamento ficou na conta de Lula.

Hiroshima mon amour II

Apesar de Lula dizer que foi para o Japão discutir economia, e não a guerra da Ucrânia, o comunicado final do encontro das sete maiores economias do mundo e da União Europeia não deixou de abordar o conflito, até mesmo porque Volodymyr Zelensky esteve presente na cúpula, desmentindo o presidente brasileiro. O documento do G7 menciona um apelo “à China para que pressione a Rússia a cessar a sua agressão militar e a retirar de modo imediato, completo e incondicional as suas tropas da Ucrânia”. Zelensky, por sua vez, saiu do Japão com promessas de receber novos fornecimentos de armas, além dos caças americanos F-16, que Biden relutava em ceder.

Hiroshima mon amour III

O que se passou em Hiroshima mostra que terminou antes do previsto o período de graça com que os líderes dos Estados Unidos, Canadá e Europa dedicaram ao presidente Lula. Após proferir bravatas contra os Estados Unidos na sua recente viagem à China e abrir espaço na agenda para receber o chanceler da Rússia em Brasília, Lula tomou uma invertida dos europeus, que criaram pesadas exigências para fechar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Vale lembrar que há quatro anos o acordo estava praticamente concluído, restando somente a sua aprovação pelos parlamentos nacionais. Nos Estados Unidos, até mesmo a imprensa liberal não teve dúvidas em alinhar o Brasil ao lado de China, Turquia, Índia e África do Sul no que se refere à invasão russa da Ucrânia. Quando o presidente brasileiro afirmou, no mês passado, que o fornecimento de armas pelo ocidente contribuía para prolongar a guerra na Ucrânia, a própria Casa Branca o rebateu, acusando Lula de repetir a propaganda russa e chinesa.

Governistas querem quebrar sigilo de Bolsonaro na CPMI

O bloco parlamentar pretende convocar auxiliares próximos do ex-presidente, como os generais Braga Netto e Augusto Heleno. Tudo está programado assim que os trabalhos forem iniciados, já que os parlamentares governistas avaliam pedir a quebra de sigilo bancário e telemático do ex-presidente para identificar se ele atuou diretamente no planejamento dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Os da primeira-dama e do general Braga Netto, que foi candidato a vice de Bolsonaro, também são citados em discussões de aliados do governo. 

General Heleno pode virar alvo da CPMI

O ex-ministro do GSI, Augusto Heleno, chegou a ser convocado para depor na CPMI dos atos golpistas, instalada da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A convocação foi convertida em convite. Heleno não compareceu. 

A Bahia continua envolvida em escândalo da Codevasf 

Agora, uma desconhecida Cooperativa de Trabalho Agropecuaristas e Garimpeiros da Bahia que tem um desconhecido vice-prefeito de Quijingue, de sobrenome Romerinho, está aplicando dinheiro da Codevasf nas suas armações. A Polícia Federal já foi avisada. Como sempre, a Bahia está envolvida nos escândalos da Codevasf.

Hoje deve correr votação que transfere 5% dos recursos do Sesc e Senac para a Embratur

O texto estava previsto para ser votado semana passada, mas o senador Rodrigo Pacheco tirou de pauta e marcou para hoje. A senadora Daniele Ribeiro pediu mais tempo. O lobby é grande e um abaixo-assinado com mais de 600 mil assinaturas chegou ao presidente do Senado pedindo que a Embratur não fique com 5%, o que vale dizer R$450 milhões, desses recursos. A matéria é polêmica. 

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