A decadência na política, com personagens cada vez mais exóticos a dominar a cena, é apenas mais um sinal do caminho sem volta que empreendeu a outrora cidade maravilhosa e um dos mais importantes estados do país. Basta citar os últimos governadores, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Wilson Witzel. E um dos mais poderosos líderes políticos do estado, Eduardo Cunha. Todos presos ou destituídos. Cassado e preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na última eleição, conseguiu eleger a filha e herdeira política, Dani Cunha (União-RJ). O ex-governador Luiz Fernando Pezão foi absolvido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em um processo da Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Livre após seis anos de prisão, sob acusação de corrupção, o ex-governador Sérgio Cabral nega agora todas as acusações. Três anos após ter assumido liderar um rentável esquema de corrupção, afirma que o dinheiro ilegal que usou era fruto de sobras de caixa dois de campanha. Wilson Witzel, que se elegeu do nada na onda conservadora e violenta de 2018, tenta se reinserir na política. A última notícia que se tem dele é de fevereiro, quando foi barrado em uma solenidade oficial no Palácio do Planalto. Segundo a Comunicação do Governo Federal (Secom), a presença do ex-governador não estava prevista na agenda marcada pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados, que pediu o encontro para apresentar um projeto.