Hiroshima mon amour I

Se o presidente Lula contava colher os louros e ocupar a manchete dos jornais ao se mostrar em imagens amenas junto aos líderes do G7, na cúpula de Hiroshima, o tiro saiu pela culatra. A irrupção do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no evento das democracias industrializadas mais poderosas, deixou Lula sem ação. Os pressurosos membros da delegação brasileira, incluindo os diplomatas do Itamaraty, procuraram atribuir a um desajuste de agenda a falta de um encontro privado entre Lula e Zelensky. Como não haviam combinado essa desculpa com os ucranianos (sim, ucranianos, e não russos), Zelensky não poupou o presidente brasileiro, ao ser perguntado pelos jornalistas se estava desapontado com o desencontro. Para ele, o desapontamento ficou na conta de Lula.

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