A hipocrisia mundial no caso do extraordinário Vinicius Jr.

Coube ao talentoso e preparado ministro dos Direitos Humanos do Brasil, Silvio de Almeida, a melhor definição sobre as agressões que um dos melhores jogadores do mundo sofreu: Vini Jr. De maneira equilibrada, com conhecimento e cultura extraordinária, o ministro dos Direitos Humanos do Brasil foi claro, responsabilizou a Fifa, a CBF, as federações e ligas mundiais, todos por essa discriminação racial. Não foi a primeira vez que o garoto talentoso, que p5ode se cristalizar com o maior jogador de futebol do mundo, foi agredido. O lamentável é que o Brasil também faz tais discriminações e até agora nada foi feito. Resta a Vinicius continuar como está porque ele é sem sombra de dúvidas um dos melhores jogadores de futebol do mundo. 

Reviravolta na Mataripe

Não é só o cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro que irá lhe render inquéritos e dores de cabeça, a privatização de ativos estratégicos também. Um dos que chama muita atenção é justamente a Refinaria Mataripe, também conhecida como Landulpho Alves. Localizada na região metropolitana de Salvador, a refinaria foi privatizada em 2021 e arrematada por um fundo abutre gerido pela Mubadala Capital. Se comprovadas as fartas evidências de descaminho no processo de avaliação e vícios que levaram ao direcionamento, o processo poderá culminar na reestatização do complexo operado atualmente pela Acelen. 

Reviravolta na Mataripe II

Sub avaliada aplicando qualquer referência de preços para refinarias no mercado internacional, a refinaria foi alienada de propósito pelo governo de Jair Bolsonaro no ápice da pandemia, ou seja, no pior período da humanidade para se desfazer de um ativo. Avaliada no mercado e pela própria Petrobras em cerca de 3 bilhões de dólares, a refinaria foi vendida por Bolsonaro por apenas 1,6 bilhão de dólares para um investidor no mínimo suspeito. Isto porque o Mubadala Capital, que aparece como o grande investidor, na verdade, é apenas o gestor de recursos de terceiros. 

Reviravolta em Mataripe III

Sediada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, a Mubadala venceu há alguns anos uma disputada concorrência internacional do governo norte-americano para gerir bilhões de dólares de dinheiro sujo de brasileiros que estava nos Estados Unidos e que foi remetido pelo próprio para a conta de uma SPE aberta em um paraíso fiscal localizado no Caribe. Com a missão de erradicar o comunismo na América Latina, os recursos do fundo só poderiam ser investidos, segundo o que foi determinado pelo governo de Donald Trump, em projetos de infraestrutura e privatizações de governos de direita como o de Bolsonaro. Não era de graça, pelo visto, que Jair Bolsonaro bajulava tanto Trump. 

OFL Capital

Com nome inspirado em Joesley Batista, a gestora WNT Capital tem ganhado destaque nos jornais de negócios. Front runner de figuras polêmicas como o baiano Nelson Tanure, o paulista Marcelo Faria de Lima e o mineiro Daniel Vorcaro, a gestora tem usado de práticas conhecidas do universo abutre para recomprar passivos de credores pressionados por recuperações judiciais.

OFL Capital II

No universo das recuperações judiciais, uma prática comum no mercado brasileiro é o uso de front runners pelos controladores das recuperandas para comprar seu passivo de grandes bancos e outros credores a preço de banana. O objetivo central da compra é conseguir maioria para aprovar um plano onde todos os credores são literalmente “squeezados”. Com isso, front runners e os antigos controladores dividem todo o upside o resultado gerado pela restruturação forçada. Nesta etapa, gestores, também conhecidos como “Orange Faria Limers” ou OFLs têm um papel fundamental na estratégia e na operacionalização da fraude aos credores. 

OFL Capital III

Casos recentes de reestruturações de empresas ilustram bem esta sequência. O que os abutres e os OFLs não contavam é que, finalmente, grandes credores lesados também se sofisticaram e tem à sua disposição uma série de ferramentas para rastrear de onde vem o dinheiro milagroso das reestruturações. Em breve, muitas reestruturações “bem-sucedidas” deixarão os cadernos de economia dos grandes jornais e terão destaque nas páginas policiais. Pelo visto, terão que ampliar o Cadeião de Pinheiros. 

Gás para empregar

O ministro Alexandre Silveira conseguiu, em apenas três meses à frente do Ministério das Minas e Energia, viabilizar o que seus antecessores não conseguiram nas últimas décadas. Com propostas e soluções simples, Alexandre está destravando os investimentos na estrutura para a distribuição de gás natural no Brasil. Empolgados com as perspectivas para o setor, grandes investidores e empreiteiras internacionais estarão reunidos hoje na Faria Lima em São Paulo com os principais cabeças do programa que promete reindustrializar o país.

Ídolo de pés de barro

Sérgio Moro torceu as leis, perseguiu, condenou sem provas, desmoralizou as delações, destruiu grandes empreiteiras brasileiras, inclusive a maior empresa do setor, a Odebrecht. E em nome da luta anticorrupção virou herói instantâneo. Vamos reconhecer que várias instâncias da Justiça, como o TRF 4 e o STF, embarcaram na pregação justiceira do juiz de voz anasalada e ternos bem cortados. Não bastasse, aceitou ser ministro da Justiça do governo que ajudou a eleger. Bolsonaro esperava um pau-mandado ansioso por uma cadeira no STF. Moro, surfando numa big rider de popularidade, começou a sonhar com a presidência da República e para agradar o chefe abençoou o corrupto Onyx Lorenzoni e fingiu não ver os desmandos de Bolsonaro e sua trupe. Bolsonaro queria engessar a PF e aliviar as milícias. Moro percebeu o perigo. Saiu do governo, mas já era tarde.

Ídolo de pés de barro II

Para completar veio a Vaza Jato. Um furacão varreu as reputações dos vingadores de Curitiba. As conversas cavernosas com o MP do Paraná horrorizaram até os inimigos de Lula e do PT, pelo menos aqueles conscientes dos danos que provocariam no Judiciário. A casa começou a cair. Nu com a mão no bolso, Moro foi buscar proteção, precisava de um mandato ou foro privilegiado. Filiou-se ao União Brasil para concorrer à presidência, mas percebeu que o jogo político era caviloso. Encontrou no UB um desafeto: Luciano Bivar. Desistiu rapidamente. E tornou-se candidato ao Senado por São Paulo, esquecendo-se de um detalhe importante, o domicílio eleitoral. Sem alternativas, saiu candidato pelo UB do Paraná, avançando sobre as bases do ex-senador Álvaro Dias. Dias, com medo de perder os votos dos conservadores, pegou leve com Moro na campanha e nos debates, mas nas conversas privadas deixou claro que se sentia traído. Não se elegeu.

Ídolo de pés de barro III

Depois de eleito, Moro acreditava que o pior já tinha passado e que uma bancada forte de direita, extrema direita e conservadora no Senado seria um abrigo seguro para seus voos futuros. Até que Deltan Dallagnol foi cassado. A luz vermelha se acendeu imediatamente. Moro sabe que na sua caminhada sem escrúpulos amealhou muitos inimigos de porte. E um deles dá indícios de que não descansará até levá-lo ao chão, o ministro Gilmar Mendes. Moro já pensa em fugir para os Estados Unidos, onde foi muito bem recebido quando precisou de abrigo, com um ótimo salário, diga-se de passagem. Apesar das implicações éticas de trabalhar com causas com as quais estivera envolvido como juiz. Obviamente que a rede protetora foi em atenção aos muitos serviços que prestou aos americanos com a Lava Jato. Mas fugir seria uma derrota moral e política. As raposas políticas de Brasília acham que o atual senador deve seguir para os EUA e submergir por um bom tempo.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑