No universo das recuperações judiciais, uma prática comum no mercado brasileiro é o uso de front runners pelos controladores das recuperandas para comprar seu passivo de grandes bancos e outros credores a preço de banana. O objetivo central da compra é conseguir maioria para aprovar um plano onde todos os credores são literalmente “squeezados”. Com isso, front runners e os antigos controladores dividem todo o upside o resultado gerado pela restruturação forçada. Nesta etapa, gestores, também conhecidos como “Orange Faria Limers” ou OFLs têm um papel fundamental na estratégia e na operacionalização da fraude aos credores.