Ídolo de pés de barro II

Para completar veio a Vaza Jato. Um furacão varreu as reputações dos vingadores de Curitiba. As conversas cavernosas com o MP do Paraná horrorizaram até os inimigos de Lula e do PT, pelo menos aqueles conscientes dos danos que provocariam no Judiciário. A casa começou a cair. Nu com a mão no bolso, Moro foi buscar proteção, precisava de um mandato ou foro privilegiado. Filiou-se ao União Brasil para concorrer à presidência, mas percebeu que o jogo político era caviloso. Encontrou no UB um desafeto: Luciano Bivar. Desistiu rapidamente. E tornou-se candidato ao Senado por São Paulo, esquecendo-se de um detalhe importante, o domicílio eleitoral. Sem alternativas, saiu candidato pelo UB do Paraná, avançando sobre as bases do ex-senador Álvaro Dias. Dias, com medo de perder os votos dos conservadores, pegou leve com Moro na campanha e nos debates, mas nas conversas privadas deixou claro que se sentia traído. Não se elegeu.

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