Mercadante assumiu o BNDES e provou que é o queridinho de Lula

Na posse, ontem, no Rio, de Aloizio Mercadante na presidência do BNDES, Lula foi só elogios para ele. Fica claro que o presidente tem no ministro da Economia, Fernando Haddad, e no atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, seus dois preferidos para uma sucessão presidencial. A reeleição dele, mais uma vez, é brincadeira.

Hoje a justiça espanhola decide a sorte de Daniel Alves

O jogador brasileiro que continua preso na Espanha acusado de assédio sexual e estupro já fez de tudo, mas hoje a justiça espanhola vai dar uma palavra final. Retornar ao Brasil, nem pensar. Daniel tem contas graves a prestar à justiça ibérica. 

Agora é oficial: Recife assume liderança do turismo no Nordeste

O Ministério do Turismo acaba de divulgar que Recife vai receber no carnaval dois milhões de turistas este ano. Salvador fica em segundo lugar com possibilidade de receber 800 mil turistas, a maioria do interior da Bahia. Os campeões nacionais são Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, oscilando esses três em cinco, dez e quinze milhões de turistas.

Michelle Bolsonaro recebe acusações gravíssimas 

São gravíssimas e exclusivas as revelações da plataforma Metrópoles contra Michelle Bolsonaro. Sacudiram Brasília no final de semana, já que a matéria é produzida pelo excelente jornalista investigativo Rodrigo Rangel. Os fatos são estarrecedores de quando Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada. Picanhas uruguaias, camarões GG caríssimos, bacalhau português e outros produtos que sempre o palácio residencial da presidência da República tem em estoque foram levados por Michelle e sua equipe. Vinho francês, os mais caros do mundo, além de champanhes, também foram levados da adega. Michelle atribui as denúncias aos auxiliares do Palácio que, segundo ela, traíram o casal ex-presidencial.

PT pede abertura de inquérito contra Michelle

Assim que as bombásticas denúncias vieram à tona, o PT, através do seu senador Humberto Costa, solicitou que a Polícia Federal, Ministério Público e Procuradoria-Geral da República abrissem processo contra Michelle Bolsonaro. O caso virou o assunto preferido, ontem, na capital federal, e nos almoços e jantares nos restaurantes mais chiques de Brasília, esse era o assunto. Michelle está complicadíssima. 

Genocídio até das carpas

Quando a gente acha que já conhece todos os trambiques do clã Bolsonaro, surge uma novidade ainda mais estarrecedora. Agora é o “pastor-capeta”, Francisco de Assis Castelo Branco, gerente designado por Michelle para administração do Alvorada, que era simplesmente odiado pelo staff do palácio. Daí a alcunha. Nos estertores do governo, Chico, pastor da Igreja Batista Atitude, com a anuência da então primeira-dama, matou as carpas do espelho d’água que enfeita a entrada do Palácio da Alvorada para apropriar-se das “moedas da sorte” que os turistas jogaram durante décadas. Recolheu dinheiro aos baldes. Já as carpas…

Genocídio até das carpas II

Presente do Imperador Hirohito ao governo brasileiro quando o presidente da República era Fernando Collor, as carpas viraram dízimo para a Igreja Batista Atitude e sacudiu as redes sociais tão logo a notícia foi divulgada pelo Portal Metrópoles, em matéria de Rodrigo Rangel. Michelle, na ausência do marido, que permanece na Disney, vem circulando por Brasília na tentativa de angariar alguma simpatia que lhe sirva de esteio para candidatar-se a cargo político pelo PL de Valdemar da Costa Neto, de quem teria sido amiga íntima antes de trocar alianças com Bolsonaro. O genocídio das carpas maculou ainda mais a imagem de terna cristã que a ex-primeira-dama tenta construir desde que o marido elegeu-se presidente da República. 

Genocídio até das carpas III

Não foram só as carpas que sofreram nas mãos de Michelle. Os comandados do “pastor-capeta” alegam ter sofrido toda sorte de assédio moral por parte do gerente e da primeira-dama, que, segundo eles, era dada a pitis, sem mais e nem porquês. A equipe fala dos mais diversos infortúnios: desde carregarem dinheiro vivo para lá e para cá, fruto de rachadinha oriunda da melhor amiga Rosimary Cardoso Cordeiro e de saques no cartão corporativo; a assistirem incrédulos a pilhagem das despensas e da adega do palácio pelos filhos de Bolsonaro e pela família de Michelle, chamada de “o pessoal da Ceilândia” por Bolsonaro. Coroando o cenário de guerra por trás das linhas suaves das colunas projetadas por Niemeyer, barracos colossais entre a ex-primeira-dama e os filhos 02, o Carluxo, e o 04, o Renan, que teria sido agarrado pelo pescoço pela segurança para não dar uns tapas em Michelle. De tenebrosas transações às vias de fato, teve de tudo nesses quatro anos no Alvorada.

A perversidade escancarada de Damares Alves

“Vou usar o meu mandato para defender os índios Yanomami. Tenho amor pelos índios. Sou mãe de índia. Sei como é o sofrimento deles.” Quem lê não acredita que essas palavras são da senadora Damares Alves, aquela mesma que era ministra de Direitos Humanos na gestão Bolsonaro e negou por 21 vezes, através de documentos, ajuda humanitária aos Yanomami. Quando questionada, afirmou em documento para a Corte Interamericana de Direitos Humanos que não havia o menor indício de gravidade, nem urgência e nem risco de dano irreparável. Como alguém pode exibir essa perversidade aos olhos das autoridades, da imprensa, da sociedade que agora conhece os horrores do sofrimento Yanomami. Como pode Damares Alves afirmar ser “mãe de índia”? Todos sabem que a criança indígena, de seis anos, foi arrancada dos pais, levada sem permissão para um suposto tratamento dentário em Brasília e só voltou a ver a família nove anos depois. Até hoje ela não tem adoção legal da menina porque os pais, verdadeiros, não aceitam. Mãe de índia? Mãe? Mãe que no dia da posse no Senado teve a coragem de exibir o constrangimento da adolescente para se defender das acusações de omissão que resultou na morte de 570 crianças. Mãe? Damares não sabe o que é ser mãe. É uma mulher má. Muito má.

Um intrincado difícil de resolver

Ao tomar para si a responsabilidade de retirar os garimpeiros das terras indígenas dos Yanomami, o presidente Lula não mediu o tamanho do desafio que estava por vir. A verdade é que o governo federal não tem ainda um plano de desocupação daquela área. Diante da resistência do governador de Roraima, Antônio Denário, que já se manifestou a favor dos garimpeiros, permitiu o uso de mercúrio nos rios e impediu a destruição dos equipamentos nos garimpos, pensou-se numa intervenção no governo de RR. O plano foi descartado porque ninguém sabia o que fazer, ato contínuo à intervenção. Não sabia e não sabe. Não existe quantitativo suficiente na Polícia Federal, vez que essa assumiu outras atribuições no atual governo. O que fazer com os mais de 20 mil garimpeiros que atuam dentro da área. A frase de Lula “acabou a brincadeira, vamos tirar os garimpeiros das áreas dos Yanomami” está muito longe de ser cumprida. Os desafios são grandes. Os ministros e suas equipes, uma por vez, visitam as áreas, distribuem relatórios graves da situação, mas enfrentar os garimpeiros está se tornando uma fumaça densa demais, difícil de atravessar.

O governo federal não conseguiu chegar nem na metade das aldeias

A grande preocupação, hoje, dentro dos ministérios, é que caia sobre o governo do presidente Lula as imagens do que pode ser encontrado nas aldeias ainda não visitadas. Existem 380 pequenas aldeias dentro das terras Yanomami. O governo não chegou nem na metade delas. O que se viu e se atendeu até agora com suprimento de medicamentos, água potável, médicos, enfermeiros, foi para territórios já conhecidos e mais organizados. Foram para esses também que as autoridades voltaram os olhos sobre denúncias de adoção de bebês, do estupro das crianças e meninas cedidas aos caprichos garimpeiros. Existem mais de 200 aldeias onde o governo, até agora, não botou os olhos. Até agora, a não ser os atendimentos de emergência, nenhum plano de ação foi desenhado para atuar naquela área, e fazer cumprir as ordens de Lula.

A Bahia pede à presidente da Funai que venha ao extremo sul do estado

As tribos indígenas Pataxós Hã-Hã-Hães solicitaram à nova presidente da Funai, Joênia Wapichana, que é indígena e foi a primeira a formar em direito, foi a primeira a ser eleita deputada federal e a primeira que fez palestras no Brasil e no exterior, que ela vá à Bahia no extremo sul do estado onde as tribos estão sendo dizimadas e a floresta Mata Atlântica está sendo destruída. E ela prometeu que vai. 

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