O Ministro Alexandre de Moraes, o Xandão das redes sociais, praticamente colocou a pá de cal nos arroubos golpistas de Bolsonaro ao dar as prontas respostas aos atos do dia 8 de janeiro, o mais nefasto da história política brasileira. Ao afastar o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, mandar prender o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, esvaziar as portas dos quartéis e prender os terroristas, Xandão entrou definitivamente no panteão dos defensores da democracia. Demonstrou uma coragem pessoal nunca dantes vista no Judiciário do país. Vai figurar na história do Brasil como o homem e o magistrado que impediu Bolsonaro de tomar à força o poder. Enquadrou até os militares, que não limpavam as entradas dos comandos do lixo bolsonarista, mas acataram imediatamente a decisão de Moraes.
Aberta a temporada de caça
Está aberta, na Câmara e no Senado, a temporada de busca, conquista e assédio aos votos de deputados e senadores. Com as eleições para as presidências das duas Casas marcadas para o dia 1º de fevereiro, logo depois da posse dos eleitos, as abordagens são feitas sem dia nem horário, reclamam alguns assediados. Por ora, os presidentes atuais, Arthur Lira (Câmara) e Rodrigo Pacheco (Senado), estão contando com a reeleição, mas trabalham duro em busca de votos. Sabem que terão concorrentes barulhentos e dispostos a desalojá-los de suas confortáveis e poderosas cadeiras.
Plano de segurança mais rígido na Câmara
Arthur Lira tem demonstrado grande preocupação com a segurança de autoridades e convidados para a sessão de posse dos parlamentares, no dia 1º de fevereiro. Efeito do 8 de janeiro. Mas não será pego de surpresa. Lira já discute com a segurança pública do Distrito Federal um plano que, ele garante, será bastante rígido. “Nosso pedido é que todos tenham tranquilidade, será um dia bastante emblemático no início do ano do Poder Legislativo”, destacou o presidente da Câmara dos Deputados.
Três ministros de Lula nordestinos são acusados de destruir florestas
A Folha de São Paulo, na sua edição de ontem, fez uma grave denúncia afirmando que os ex-governadores Rui Costa, da Bahia, Flávio Dino, do Maranhão, e Wellington Dias, do Piauí, destruíram florestas quando governaram seus estados. Nenhum dos três respondeu às denúncias da Folha.
Senador golpista e bolsonarista só nasceu na Bahia
O senador Magno Malta, do PL do Espírito Santo, que se notabilizou por incentivar o ex-presidente Bolsonaro a dar um golpe, afirma ser baiano. É verdade, ele só nasceu na boa terra. Toda a sua atribulada carreira política foi realizada no Espírito Santo. Para se ter uma ideia, ele cobrou uma atitude enérgica do então presidente Bolsonaro após a imposição de multa de R$22,9 milhões por Alexandre de Moraes. Também o ex-ministro Gilson Machado estava na conversa ocorrida em meados de dezembro. Bolsonaro, segundo testemunhas, afirmou que no final seria ele quem sofreria as consequências sozinho.
Exército tem imagem manchada dentro e fora do país
Primeiro foi o governador Ibaneis Rocha, depois o comandante da Polícia Militar de Brasília, e agora um dos maiores e mais importantes jornais do mundo, o Washington Post, que responsabiliza o Exército do Brasil pelo dia tenebroso de 8 de janeiro. Dificilmente o Exército do Brasil terá condições de readquirir a imagem que tinha. Foi difícil depois da ditadura e agora Bolsonaro e companhia limitada se encarregaram de destruir a imagem do Exército brasileiro, não só dentro do país como até no exterior.
Ibaneis contrata um dos melhores juristas do Brasil
O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, acaba de contratar um dos maiores juristas do Brasil, Alberto Toron, para defendê-lo. Além da competência, Toron é amigo pessoal do presidente Lula e tem trânsito livre no Palácio do Planalto.
Minas Gerais, Rio e São Paulo disputam quem terá maior número de blocos de rua no carnaval
Minas Gerais, São Paulo e Rio estão disputando quem terá maior número de blocos de rua no próximo carnaval. As largas avenidas ajudam esses três estados, além do mais, o poder econômico. Ocorre que está no Nordeste o maior bloco de rua do mundo, justamente na cidade de Olinda, que tem 1 milhão de participantes: o Galo da Madrugada.
O silêncio vale ouro
Em tempos de filhos presidenciais espetaculosos e metidos em todo tipo de “tenebrosas transações”, uma lembrança que mostra que até mesmo na ditadura civil militar houve algum pudor. Notas de pé de páginas informaram sobre a morte de Amália Lucy Geisel, no dia 17 de dezembro de 2022, aos 78 anos. Amália era filha de Ernesto Geisel, quarto dos cinco ditadores (1964-1985), todos generais; que começaram o caos que vivemos hoje e que alguns siderados querem de volta. Amália era a discrição em pessoa. Não frequentava lugares da moda, não dava entrevistas e evitava ser fotografada. Formada em História, dizem “as más línguas” que tinha até amigos de esquerda. Com a posse do pai, em 1974, deixou o emprego público que tinha e praticamente se exilou durante cinco anos. Em 1974, Chico Buarque lançou “Jorge Maravilha”, assinada por Julinho da Adelaide, pseudônimo que usava para enganar os censores. Um dos versos dizia “você não gosta de mim, mas a sua filha gosta”. A referência era clara, em se tratado de Chico; mas Amália, num dos raríssimos contatos com a Imprensa, disse que não gostava do compositor, embora todos os indícios apontassem o contrário. Chico, elegantemente, disse que o verso não se referia à filha do presidente. Pode ser verdade? Sim. Mas ninguém acreditou.
Energia solar ultrapassa a eólica e se torna a segunda maior fonte do Brasil
A geração alcança 23.854 MW, que corresponde 11,2% da matriz elétrica, revela a ANEEL. A isenção da taxação sobre energia produzida acabou no Brasil. A energia elétrica gerada por painéis solares passou a ser a segunda maior fonte do país, ultrapassando a capacidade total de produção das usinas eólicas. Hoje, a energia solar só está atrás das hidrelétricas. Palmas para o Brasil.
Ilusão do Mito
O ministro Alexandre de Moraes está retardando um pedido de prisão de Bolsonaro para evitar que ele se transforme verdadeiramente em mito. Tudo que o capitão quer é virar um mártir. Hoje, enquanto seus fiéis seguidores amargam prisão, humilhação e devassa nas contas bancárias e telefônicas, o “mito” diverte-se dando autógrafos em condomínio de luxo em Orlando. Feliz da vida. O fato causa indignação e decepção nas hostes bolsonaristas, que têm a maior dificuldade em ver a realidade como ela é. No mundo deles, tudo é paralelo. Biden está ansioso para tirar Bolsonaro do solo americano, mas, prudente, espera um pedido brasileiro. Enquanto isso, o capitão segue achando que o povo o espera de braços abertos no Galeão. O seu capital político, contudo, está virando pó, enquanto ele autografa bonecas e tênis. Acredite.