Depois dos reiterados ataques de Lula ao presidente do Banco Central, já tem gente no Congresso Nacional cobrando o lançamento de uma campanha de apoio à autoridade monetária, com artistas, acadêmicos e jornalistas, do tipo “Eu acredito na ciência”, no caso, ciências econômicas. Durante a pandemia este tipo de iniciativa provocou muito desgaste ao governo de Jair Bolsonaro.
Moura Dubeux para obra para alugar a camarotes
Depois de todas as notícias negativas sobre a construtora pernambucana, agora, além de terem parado a obras no antigo Salvador Praia Hotel, alugaram o imóvel que nem é mais deles, mas sim dos condôminos, pois a obra é feita em administração por condomínio, para alugar o espaço para camarote de carnaval.
O Randolfe da direita
O deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) assumiu nesta primeira semana de trabalho do Congresso Nacional o papel de líder natural da oposição parlamentar, posto ocupado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) nos quatro anos do governo Bolsonaro. Antigo promotor da Operação Lava Jato, Dallagnol conhece os meandros da justiça, tem iniciativa, é articulado, fala bem e, pelo jeito, não vai dar um minuto de trégua ao novo governo.
Um novo escândalo descoberto na gestão Bolsonaro
Antes de deixar o cargo, ele criou um colegiado que zelaria pela ética, mas concedeu remuneração compensatória a dez ex-membros do primeiro escalão, que em nenhum momento tiveram vergonha de receber polpudos salários. Ontem, o atual governo demitiu três dos atuais membros de um conselho chamado Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que Bolsonaro criou para durante seis meses dar salários de mais de R$40 mil a Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Adolfo Sachsida, ex-ministro das Minas e Energia; Joaquim Leite, ex-ministro do Meio Ambiente; Luiz Eduardo Ramos, um general secretário-geral da presidência; Victor Godoy, ex-ministro da Educação; Célio Faria Júnior, ex-ministro da Secretaria de Governo; Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania; Marcos Montes Cordeiro, ex-ministro da Agricultura; Carlos Brito, ex-ministro do Turismo e Daniel Oliveira Duarte, ex-ministro do Desenvolvimento Regional. São todos milionários que durante seis meses recebem quase R$40 mil. É mais um escândalo bolsonarista.
Genro de Silvio Santos abre mão da polpuda aposentadoria, mas consegue um belo emprego
O ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria, genro de Silvio Santos, abriu mão da aposentadoria de R$40 mil, mas conseguiu um emprego no BTG Pactual para fazer lobby. Além do dinheiro que recebe do sogro, o moço vai receber uma polpuda mesada do BTG Pactual para ser um dos seus lobistas. Tudo herança do governo Bolsonaro.
Vingança
No dia em que foi ao Twitter lacrar em cima do ministro Rui Costa, por ter escolhido o presidente do Sindicato dos Médicos para gestor dos hospitais federais no município do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes não contava com a vingança da natureza. Na terça-feira, caiu um forte temporal sobre a cidade, provocando deslizamentos, a morte de uma criança, a interrupção dos trens de subúrbio e o engarrafamento de quase 100 quilômetros às 22 horas. “Tenho certeza que o ministro Rui Costa gostaria de colocar o seu bem-sucedido modelo de gestão de hospitais da Bahia aqui na Rede Federal do Rio”, ironizou o prefeito. Não se sabe se o ministro baiano é devoto de Iansã, mas o Rio de Janeiro quase sucumbiu à força das tempestades, dos trovões e dos ventos.
O Congresso lembrava ontem que Bolsonaro repetiu ACM, que destruiu a sua carreira política
Ontem, no Congresso Nacional, foi lembrado que o então presidente do Senado, ACM, disputou reeleição contra Jader Barbalho. Perdeu e se negou a entregar a presidência ao oponente e, sem cumprimentá-lo, desceu a mesa do Senado do lado oposto que Jader subia. Cerca de três meses depois, ACM renunciava ao mandato para escapar da cassação certa por ter participado da violação do painel eletrônico do Senado na votação secreta da cassação do então senador Luiz Estevão, do então PMDB do DF, no ano anterior. Jader não teve melhor sorte. Antes do fim de 2001 renunciou à presidência do Senado e ao mandato também para escapar da cassação em decorrência das suspeitas de desvios de recursos da Sudam e outros órgãos públicos, acusações que ganharam impulso a partir de ACM. ACM morreu aos 79 anos, enquanto Jader, além de brilhar politicamente, hoje tem um filho reeleito governador do Pará e o outro ministro. O único herdeiro de ACM, Luís Eduardo Magalhães, morreu muito cedo quando iria disputar o governo da Bahia. A história foi cruel com o velho cacique baiano. O fato era lembrado ontem no Senado porque Bolsonaro fez a mesma coisa ao se negar a passar o mandato a Lula, e muitos acham que essa atitude vai prejudicá-lo definitivamente.
Fora dos autos
Mesmo fora dos autos, os membros do STF acostumaram-se a dizer o que lhes vêm na telha, a quem quiser, na hora que bem entender. Gilmar Mendes, decano da Corte, respondendo a uma pergunta do semanário “Expresso”, a principal publicação de Portugal, sobre o que vai acontecer ao senador Sérgio Moro, saiu-se com esta: “Tentará sobreviver no Congresso Nacional com o discurso anticorrupção. Moro está a responder um processo, inclusive na Justiça Eleitoral, ligado ao financiamento de campanha. No Brasil, produzimos uma situação muito singular de ter um combatente da corrupção, que gosta muito de dinheiro, que facilita a vida de uma empresa americana e depois se emprega nessa empresa, a Alvarez&Marsal”.
Fora dos autos II
O protagonismo dos ministros do STF fora dos autos não faz bem ao país. Quem o diz é o jornal O Estado de S. Paulo, por meio de editorial publicado na segunda-feira. “A contribuição do Judiciário não se dá por meio de entrevistas, muito menos com participação em eventos de empresários”, lê-se no editorial, referindo ao convescote de Lisboa, organizado pelo Lide do ex-governador João Dória. Em outro trecho, o jornal é enfático na condenação do protagonismo judicial fora dos autos: “O país não precisa que ministros debatam publicamente sobre a vida nacional; precisa, sim, que eles exerçam seu trabalho de modo silencioso, eficiente, dentro dos prazos e cumprindo as regras de competência”.
Nova e grave acusação contra Michelle
O pente fino nos gastos de Jair Bolsonaro com cartão corporativo que busca descobrir, entre outras coisas, se Michelle usou verba da presidência para colocar novo implante de silicone nos seios e realizar caros procedimentos estéticos já tem pistas. Investigando um auxiliar de Bolsonaro, o STF descobriu que um cartão de crédito usado por Michelle era pago pelo Planalto. No caso da troca de silicone em 2020, há um mistério: a cota foi paga a partir de um boleto.
A Polícia Federal não vai tolerar ativismo político em seus quadros, diz diretor-geral da PF
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou, durante a posse do novo superintendente de São Paulo, que a Polícia Federal não protege nem persegue os invasores que depredaram as instituições no dia 8 de janeiro. E ainda que não vai tolerar desvios de personalidade dentro da corporação e nem atividades político-partidárias dentro da PF. O recado foi claro! Isso foi dito no mesmo dia que a Operação Lesa Pátria da PF prendeu mais quatro policiais militares acusados de facilitar as invasões no prédio do STF. Aos poucos, a Polícia Federal vai desfazendo os segredos dos atos de vandalismo praticados pelos bolsonaristas ensandecidos que tentavam dar um golpe no Brasil.
Garimpeiros começam a deixar as terras dos Yanomami
Com a chegada de mais de 500 homens da Força Federal ao território indígena Yanomami, milhares de garimpeiros já deixam as áreas invadidas. Mas vão deixando para trás um rastro de destruição e morte. As cenas dos indígenas que vimos nos últimos dias não nos permite solidariedade com os garimpeiros. Os abusos, a violência, o desprezo, a cooptação pela fome e pela miséria são e foram muito covardes. Os militares e a Polícia Federal estabeleceram corredores pelos rios para permitir a saída voluntária dos garimpeiros, mas não terão ajuda como gostaria o governador de Roraima, Antônio Denário, defensor dos garimpeiros. Depois da desocupação dos territórios Yanomami, outras áreas serão vistoriadas, no Pará, Mato Grosso e em toda a região Amazônica. A região tem hoje 2.869 pistas irregulares de pouso de aeronaves, sendo 804 em áreas protegidas.