O Congresso lembrava ontem que Bolsonaro repetiu ACM, que destruiu a sua carreira política

Ontem, no Congresso Nacional, foi lembrado que o então presidente do Senado, ACM, disputou reeleição contra Jader Barbalho. Perdeu e se negou a entregar a presidência ao oponente e, sem cumprimentá-lo, desceu a mesa do Senado do lado oposto que Jader subia. Cerca de três meses depois, ACM renunciava ao mandato para escapar da cassação certa por ter participado da violação do painel eletrônico do Senado na votação secreta da cassação do então senador Luiz Estevão, do então PMDB do DF, no ano anterior. Jader não teve melhor sorte. Antes do fim de 2001 renunciou à presidência do Senado e ao mandato também para escapar da cassação em decorrência das suspeitas de desvios de recursos da Sudam e outros órgãos públicos, acusações que ganharam impulso a partir de ACM. ACM morreu aos 79 anos, enquanto Jader, além de brilhar politicamente, hoje tem um filho reeleito governador do Pará e o outro ministro. O único herdeiro de ACM, Luís Eduardo Magalhães, morreu muito cedo quando iria disputar o governo da Bahia. A história foi cruel com o velho cacique baiano. O fato era lembrado ontem no Senado porque Bolsonaro fez a mesma coisa ao se negar a passar o mandato a Lula, e muitos acham que essa atitude vai prejudicá-lo definitivamente.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑