Arautos do Estado paquidérmico

A grande maioria dos jornalistas que cobrem política e economia aplaudiu a decisão do governo federal de tributar os combustíveis. Eles enxergaram na medida, que acarretará o incremento da arrecadação da União via elevação das alíquotas e taxação das exportações de petróleo bruto, a solução para mitigar os efeitos do drama fiscal que se aproxima. Nenhum deles parece se importar muito com o resultado que a desoneração dos impostos sobre os combustíveis feita no governo anterior – eleitoreira para os referidos profissionais – trouxe ao bolso do cidadão comum. Cobrar eficiência e redução dos gastos da máquina pública federal passa ao largo desses arautos do Estado grande e esbanjador.

Baixa de impostos

Já no Uruguai, o presidente Luis Lacalle Pou, de centro-direita, anunciou uma redução de impostos para beneficiar 75% dos contribuintes do Imposto de Renda, na contramão do que costumam fazer os governos dos países da América do Sul. O montante da renúncia fiscal é estimado em US$ 150 milhões, dinheiro que irá direto para o bolso dos pequenos contribuintes, beneficiando 83 mil pessoas. No ano passado, o Uruguai registrou crescimento acima de 5%, criou 40.000 novos empregos e segurou a taxa de inflação anual ao redor de 7,5%.

Juros sobem na Europa

Enquanto no Brasil o presidente Lula quer forçar o Banco Central a baixar a qualquer custo as taxas de juros, na Europa os juros devem continuar a subir no curto prazo para conter a inflação. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, já sinalizou que as taxas de juros continuarão em alta, mesmo depois da subida prevista para o dia 16 de março. A taxa de juros básica está em 2,5%, ao passo que a meta de inflação estabelecida para os países da Zona do Euro é de 2% ao ano.

Trigo transgênico

O Brasil passa a ser o segundo país a aprovar o cultivo de uma espécie de trigo transgênico resistente à seca, chamada de HB4 e desenvolvida pela empresa argentina Bioceres. O plantio do trigo transgênico recebeu o aval da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Essa variedade de trigo incorpora um grão de girassol para torná-la mais resistente à seca, à salinidade e a herbicidas à base de amônia. Trata-se da mesma tecnologia aplicada à soja, que está em processo de aprovação nos dois países. Juntos, Argentina e Brasil são responsáveis por 90% da área plantada de trigo na América do Sul. O Brasil, que ainda importa trigo argentino, pretende tornar-se autossuficiente e gerar excedentes para exportação.

Shakira já ganhou mais de R$115 milhões com música sobre o ex Piquet

De acordo com site espanhol Activos, Shakira, que lançou esta semana mais uma canção, já recebeu mais de 21 milhões de euros, o equivalente a R$155 milhões, na cotação atual, apenas na reprodução no Spotify e YouTube. A música é sobre o “balão” que ela tomou do ex-marido Piquet. 

Do calendário à “brusinha” – Michelle Bolsonaro

Na família Bolsonaro, o poço tem muitíssimos níveis. O fundo de um estágio é só o início de outro. Casais presidenciais ao deixarem o poder criam fundações, dão conferências, escrevem livros, dedicam-se às causas filantrópicas, temos os exemplos de Michelle e Barack Obama, Fernando Henrique Cardoso, Lula… já Bolsonaro fica de papo para o ar num condomínio na Disney e criou uma lojinha online para vender calendário de papel que qualquer depósito de gás dá de graça aos seus clientes. Michelle vende “brusinhas”, como apelidado nas redes sociais, nas cores azul, verde e laranja. Aliás, laranja é uma cor muito apropriada quando se trata da ex-primeira-dama. 

Rachadinha das Arábias – Michelle Bolsonaro

A propósito, o funcionário laranja Marcos André dos Santos Soeiro, que serviu de “mula” para transportar os R$16,5 milhões em joias para Michelle, estranhamente dadas pela ditadura da Arábia Saudita à ex-primeira-dama, se soma ao laranja Queiroz, e o famosíssimo cheque de R$ 89 mil. Michelle, evangélica talibã, vai dizer o que agora às suas irmãs de culto? Não adianta ironizar nas redes sociais tentando tapar o sol com a peneira: as joias eram para ela, sim, e estavam sendo contrabandeadas para o Brasil, sim. Só que no caminho apareceu um zeloso funcionário da alfândega brasileira para estragar a rachadinha das arábias. 

De Micheque a Misheik

O silicone, as lentes nos dentes, a lipo e a harmonização facial de Michelle foram pagos com cartão corporativo ou com o fundo partidário de Valdemar da Costa Neto e seu PL? Agora, são diamantes sauditas. Outrora, cheque de Queiroz. Qual será o próximo vexame que a ex-primeira-dama tentará varrer para debaixo do tapete? Moral e eticamente vulnerável, Michelle tenta alçar voos mais altos na política brasileira, porém, está embaraçada na sua própria rede de malfeitos e de sua malfadada família. Esses diamantes ainda vão render, assim como sua ascensão meteórica no Congresso Nacional, de promotora de vendas em supermercado à secretária parlamentar. As redes sociais não perdoam. Muito menos os adversários políticos. O ano de 2026 promete para Michelle, que foi promovida de Micheque à Misheik.

As joias da coroa – uma coisa leva à outra – Jair Bolsonaro

Ao que tudo indica, a ficha corrida do ex-presidente autoexilado pode ganhar um novo item em breve. E agora o caso é emblemático, reunindo tudo de pior que seu governo produziu em quatro anos de devastação. Corrupção, pouco apreço às normas republicanas e comportamento irresponsável com a coisa pública. É pouco provável que a imagem de mito sobreviva ao escândalo das joias contrabandeadas para a ex-primeira-dama. Joias essas avaliadas em R$16,5 milhões. Um progresso imenso para quem começou com um cheque suspeito de R$89 mil. A atividade criminosa foi confirmada pelo governo da Arábia Saudita. Os árabes são responsáveis pelos mimos e não têm o que esconder. O “material” para não ser declarado e fugir do fisco, veio na mochila de um assessor do Ministério das Minas e Energia. Provavelmente se pensou que como era uma visita oficial, a aduana ia pegar leve. Mas a Receita Federal fez o que devia fazer e revistou todos até chegar à tal mochila. Os federais não imaginavam “uma operação” tão ingênua ou confiante. Até a direção da Receita Federal foi acionada para liberar as joias, mas os funcionários (concursados e estáveis) bateram o pé. Há duas opções para liberar a muamba. Pagar o imposto de entrada, em torno de R$12 milhões, ou declarar como presente entre governos, o que transfere a propriedade para o estado brasileiro. Algo impensável para quem foi gestado no baixo clero do Congresso.

As “atividades acadêmicas” dos magistrados

Magistrados do Brasil têm participado com frequência de eventos promovidos no Brasil e no exterior por instituições patrocinadas por empresas que têm causas milionárias nos tribunais, cujos ministros e desembargadores frequentam os encontros. Em alguns tribunais as causas dessas empresas chegam a R$ 158,4 bilhões, como revelou o Estadão. As empresas, através de instituições, oferecem hospedagem, shows exclusivos, cassinos, lanchas de passeio, coquetéis primorosos e bebidas ao gosto dos convidados. Painéis e palestrantes falam em nome de seus clientes para a seleta plateia onde sentam nossos magistrados do STF e STJ. A única defesa até agora dos nossos tribunais é afirmar que ninguém viajou com dinheiro da Corte, como se não houvesse conflitos de interesses entre magistrados e empresas litigantes patrocinadoras. Alguns magistrados deram a esses eventos o título de atividades acadêmicas. Nem os funcionários mais bem pagos do país, caso dos nossos magistrados, resistem a uma boquinha.

Supremo continua sem julgar tema indígena

Parece que as mortes no Sul da Bahia, e mais invasões que têm ocorrido pelo Brasil afora, não foram suficientes para fazer o Supremo parar de se sentar em cima do processo 1.017.365. Para lembrar os leitores, o ministro Edson Fachin, do STF, deferiu uma liminar que impede qualquer reintegração de posse em invasões feitas por indígenas em todo o Brasil, ou seja, é um salvo-conduto para o cometimento de crimes. Pelo Brasil afora estão ocorrendo invasões como se a justiça não existisse, e com o salvo-conduto do Supremo.

Inquéritos serão instalados a partir de hoje e Polícia Federal convocará até Michelle

Todos os envolvidos no contrabando miliário das joias serão ouvidos nos inquéritos que a Polícia Federal vai instalar. Serão ministros, militares e até a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A Polícia Federal já tem muito mais informações do que as divulgadas, e é pena que o ex-oficial da reserva general da Marinha esteja envolvido até o pescoço. 

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