A polêmica que irrompeu em torno do convite do governo português para o presidente Lula discursar no parlamento, na sessão comemorativa do 25 de abril, aniversário da Revolução dos Cravos, parece superada. Não haverá mais discurso naquela sessão comemorativa. Os partidos Chega, Iniciativa Liberal e PSD protestaram contra a fala de Lula. O que está em debate é se Lula vai discursar numa sessão solene da Assembleia da República, no mesmo dia 25 de abril, mas antes da sessão comemorativa do fim da ditadura portuguesa. De qualquer maneira, o Chega, de extrema-direita, já anunciou uma manifestação contra a presença de Lula em Portugal.
Jogada de mestre
Também causou polêmica o convite, na década de 1990, para o então presidente do Senado brasileiro, Antônio Carlos Magalhães, discursar na Assembleia da República. Na sessão do parlamento, o Bloco de Esquerda, uma espécie de PSOL português, protestou contra o governo brasileiro em razão da sua política para com os sem-terra. Nesse ambiente crispado, só restou ao velho ACM recorrer à sabedoria política de que era possuidor para desarmar os ânimos dos representantes da extrema-esquerda portuguesa. “Esta sessão foi mais um ato democrático: propiciou que se visse que, no parlamento português, todos têm ampla liberdade para falar como, quando e o que querem”.
PP e UB farão fusão que vai crescer um deputado federal do UB da bancada baiana
Integrantes do UB veem na federação com o PP a chance de repactuar a divisão do poder e, com isso, estão se aproximando de Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, com quem articulam liderança compartilhada da federação. O presidente da Câmara, Arthur Lira, que mal se reelegeu, já está pensando em eleger seu sucessor. O principal cotado é o líder do UB na Câmara, Elmar Nascimento, do União da Bahia. A estratégia passa pela federação entre os partidos dos dois deputados, o que os deixaria com a maior bancada na Casa.
As vinícolas do sul do país reagem
Depois de mais de uma semana da denúncia de maus tratos a funcionários, a maioria baianos, contratados para a colheita e transporte das uvas em suas vinícolas, os donos da Aurora, Salton e Garibaldi, resolveram se pronunciar. Primeiro ficaram mudos. Depois tentaram atribuir a culpa à empresa terceirizada pela contratação. E aí, diante dos horrores das falas de seus defensores, resolveram vir a público pedir desculpas. O vereador Fantinel chorou copiosamente e disse ter sofrido um “lapso” ao proferir os xingamentos aos baianos e nordestinos. Ao ver os rótulos de seus produtos viraram chacota e boicote na internet resolveram se desculpar. Demoraram muito. Mas nunca é tarde.
Piada que circula no Congresso Nacional:
Conversa entre tripulantes de avião da FAB:
— Tudo joia?
— Não! Metade é cocaína.
Lupanar insular
Ilhas paradisíacas afastadas do continente são ambientes propícios ao aflorar dos instintos básicos. Longe da civilização e seus grilhões morais, renasce o selvagem, imaginado por Rousseau como o exemplo primordial da natureza humana. Volta-se ao princípio de tudo, quando não havia o pecado. Fernando de Noronha com suas 21 ilhas e ilhotas é o paraíso da vez no Pindorama do Século XXI. A revista Crusoé, em sua última edição, flagrou “surubões” promovidos por artistas no arquipélago. As homenagens ao deus Baco, no entanto, não se restringem à classe artística. Os políticos também batem ponto no local e se rendem à sedução das bacantes. Políticos baianos e seus amiguinhos marcam sempre presença no lupanar insular às custas do que amealharam dos cofres públicos.
Na mosca: genro de Silvio Santos é contratado como lobista do BTG Pactual
O ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria, genro de Silvio Santos, foi contratado como lobista do BTG Pactual, conforme antecipou esse blog. O salário não revelado é de causar inveja.
Mineiro Carlos Melles, presidente do Sebrae, continua resistindo a tudo para não deixar o cargo
O presidente do Sebrae, o mineiro Carlos Melles, não aceitou sugestões de ninguém para deixar o cargo, já que o governo Lula não o quer na direção do órgão. Foi acionado até o presidente da Confederação Nacional da Indústria, mas Melles afirma que só vai deixar o cargo daqui a dois anos.
Juscelino, o ministro, já devia ter pedido pra sair
É tão enrolada a vida do pupilo de Davi Alcolumbre que ele já devia ter pedido demissão do cargo há tempos. O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ocultou patrimônio do TSE, quase R$2,5 milhões e criação de cavalos de raça, com dinheiro do orçamento secreto construiu estradas em oito fazendas de sua família, por último, já ministro, usou avião da FAB para ir a leilões de cavalos. Pagou, ontem, o que seria relativo ao custo dos voos que fez em avião oficial. E na próxima segunda-feira terá reunião de explicação com Lula. O presidente declarou em entrevista para a Band que se não se explicar, será demitido. Juscelino se mexe. Seu padrinho também. Mas as confusões são tantas, e a irritação petista tamanha, que bem capaz de Juscelino perder essa.
Ex-líderes ricos de Bolsonaro se aposentam do Senado e da Câmara
O senador Fernando Bezerra, um dos homens mais ricos de Pernambuco, acaba de se aposentar do Senado com salário de mais de R$30 mil por mês. O ex-deputado federal Onyx Lorenzoni, que tem imóveis no Rio Grande do Sul, também se aposentou com uma aposentadoria de mais de R$19 mil. São ricos, mas não dispensam a grana da “viúva”.
Quarta-feira, o MST vai a Brasília explicar porque está invadindo fazendas no sul da Bahia
O MST da Bahia foi convidado para ir, quarta-feira, a Brasília. O governo quer saber porque o movimento insiste em invadir terras produtivas. O fato enfraquece o governo Lula.
Tal como Bolsonaro
Na Argentina, o presidente Alberto Fernández segue na toada de ataques à justiça e aos meios de comunicação, como fazia por aqui o ex-presidente Jair Bolsonaro. No discurso de abertura das sessões do Congresso, na quarta-feira, Fernández, sentado ao lado de Cristina Kirchner, condenada por corrupção, acusou a Corte Suprema de tomar de assalto o Conselho de Magistratura. O presidente e o vice do órgão máximo de justiça, presentes na cerimônia, fizeram cara de paisagem diante dos ataques. As críticas de Fernández agradaram em cheio a Kirchner, neste que foi, ainda que frio, o primeiro encontro dos dois em seis meses.