Lupanar insular

Ilhas paradisíacas afastadas do continente são ambientes propícios ao aflorar dos instintos básicos. Longe da civilização e seus grilhões morais, renasce o selvagem, imaginado por Rousseau como o exemplo primordial da natureza humana. Volta-se ao princípio de tudo, quando não havia o pecado. Fernando de Noronha com suas 21 ilhas e ilhotas é o paraíso da vez no Pindorama do Século XXI. A revista Crusoé, em sua última edição, flagrou “surubões” promovidos por artistas no arquipélago. As homenagens ao deus Baco, no entanto, não se restringem à classe artística. Os políticos também batem ponto no local e se rendem à sedução das bacantes. Políticos baianos e seus amiguinhos marcam sempre presença no lupanar insular às custas do que amealharam dos cofres públicos.

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