Bolsonaro mais uma vez adia seu retorno ao Brasil. Diz que virá no dia 29 de março, mas que pode não vir: fará nova análise sete dias antes. Provavelmente, não virá. Nada vai mudar no cenário daqui para lá. Ele já aceita ser inelegível. Preso não. Michelle foi ao seu encontro e desmente boatos de uma possível separação. O capital político de Bolsonaro está escorrendo pelo ralo. Nos três meses em que ele está nos EUA, não houve uma mísera manifestação pelo seu retorno. O que vemos é manipulação das redes sociais com a digital de Carluxo, o 02.
Michelle continua encantando Valdemar Costa Neto
Michelle, aparentemente, vem ganhando espaço enquanto o marido perde. Ela aparece com frequência e, inclusive, como alternativa a Bolsonaro. Ele alega que ela não concorrerá ao Executivo, mas, é óbvio, está mordida pela mosca azul e tem o nada discreto apoio de Valdemar da Costa Neto, que, ao contrário do marido, tem dinheiro, recursos do fundo partidário e poder. Tudo que ela mais gosta.
Só se vê na Bahia
“Só se vê na Bahia”. Esse slogan foi muito usado numa campanha institucional de uma emissora de tevê baiana, com a ideia de promover positivamente a outrora Terra da Felicidade. Mas o que se constata mesmo é que essa expressão na real não passa de um eufemismo da infalível máxima cunhada pelo ex-governador Otávio Mangabeira: “Diga um absurdo! Na Bahia, tem precedente”. Ou será que pode ser interpretado de outra forma a existência de três regulamentações diferentes para a cobrança do IPTU em Salvador? A professora de direito tributário Karla Borges não cansa de denunciar o problema que resulta em absurdas disparidades do valor do tributo entre imóveis de mesmo padrão. E os soteropolitanos que engulam essa jabuticaba tributária, onde imóveis entregues até 2014 seguem uma regra, os de 2014 até 2022 outra, e a partir de 2023 um terceiro critério. “Só se vê na Bahia”.
Surreal! Pacheco e Lira voltaram pra quinta série
É verdade. Os dois travam uma queda de braço por causa dos ritos de tramitação das Medidas Provisórias. Não se falam. Estão emburrados. Trocam recados através de parlamentares. Pode? Os dois presidentes de um dos poderes da República. Um da Câmara com 513 deputados. Outro preside o Senado com 81 senadores. Enquanto isso, existem 30 MPs aguardando discussões no Congresso. Onze do governo Lula. Algumas vencem em abril e perdem a validade. Lira, até com certa razão, não assina o ato enviado por Pacheco que quer que as MPs sejam discutidas por comissões mistas. Lira não acha justo. Doze senadores e doze deputados federais. Não há equilíbrio nessa equação. Uma casa tem 513, a outra 81. Mas precisam protagonizar um vexame de “meninos de grupo” para chegarem a uma solução?
A briga de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco chega ao Supremo
Como eles não se entendem sobre os ritos das Medidas Provisórias, o senador Alessandro Vieira, de Sergipe, entrou com uma ação no STF para obrigar Arthur Lira a assinar o rito constitucional das medidas provisórias. A briga está assim: se Lira não firmar o ato encaminhado por Pacheco, este por sua vez não encaminha os textos das MPs que chegaram ao Senado. Esses são os dois homens que conduzem o Congresso Nacional. Acreditem.
Tarcísio é o nome do PL para a sucessão presidencial
Ontem, o que os bolsonaristas falavam no Congresso Nacional é que o nome preferido deles para disputar a sucessão presidencial é do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Com muita habilidade e com presença marcante, Tarcísio tem a preferência, principalmente porque as principais pesquisas no maior colégio eleitoral, que vale dizer São Paulo, estão sendo favoráveis a ele. Michelle é coisa de Valdemar Costa Neto.
As crianças brasileiras estão encantadas com os craques europeus
Nos grandes centros do país, as crianças têm como ídolos Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e agora Haaland, garoto de 22 anos que está batendo todos os recordes de campeonatos mundiais. É preciso que o futebol brasileiro se organize e que surjam verdadeiros craques dentro e fora de campo.
Para bom entendedor um Bolsonaro basta
O governo norte-americano já enviou sinais discretos ao ex-presidente Jair Bolsonaro de que a prolongada permanência em território norte-americano é um incômodo diplomático, principalmente depois que ele começou a fazer palestras e manter encontros com representantes da extrema-direita norte-americana, e veria com alívio seu retorno o mais rápido possível ao Brasil. A viagem da ex-primeira-dama aos EUA, para encontrar o marido, foi interpretada como um sinal de que ele pode permanecer por bem mais tempo do que o aceitável para o governo dos EUA. O ex-presidente finge que não é com ele e a preocupação é visível na área do Departamento de Estado responsável pela América Latina. É uma questão delicada.
Ele sabe que vai ficar inelegível
Nas suas palavras para a direita americana dentro das igrejas evangélicas, Bolsonaro afirma que ficará inelegível. Michelle chegou, mas já há quem afirme que ela não ficará para nenhuma festa de aniversário. Ninguém sabe o que ela quer. Muito menos o marido.
Michelle Bolsonaro programava a fuga
O Itamaraty acaba de divulgar que logo que as pesquisas eleitorais davam Lula como presidente a ser eleito, a dupla esteve no Itamaraty e modificou o esquema de passaporte diplomático, isto é, estendeu o prazo, inclusive beneficiando o então casal presidencial. É um novo problema, uma nova denúncia contra Jair Bolsonaro e Michelle. Não só ele pode ficar inelegível como ela também, a partir do momento que for chamada para prestar depoimentos.
Arthur Lira sabe o que agrada ao PT
O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, deu ao PT a poderosa Secretaria de Comunicação da Câmara, uma das mais importantes da Casa. O partido deve indicar o deputado Jilmar Tatto, de São Paulo, para ocupar o cargo. Hoje, Tatto é o Secretário de Comunicação do PT. Na Câmara, vai mandar na TV e Rádio Câmara além de definir o perfil da programação.
Enfim são nomeados os presidentes das Comissões da Câmara
Quase dois meses depois de muita conversa e negociações, saíram as indicações para as presidências das comissões da Câmara Federal. São trinta comissões. Cinco delas criadas nessa legislatura pelo presidente Arthur Lira. As disputas mais acirradas se deram entre PT e PL, e depois entre PL e União. O PT ficou com a CCJ, com Rui Falcão, e o PL garantiu a relatoria do Orçamento, com Luís Carlos Mota, de São Paulo. O PL conseguiu também emplacar a deputada Bia Kicis para a CFFC, a poderosa Comissão de Fiscalização e Controle. Essa tem potencial para incomodar o governo Lula.