Alternativa de poder

João Roma não é mineiro, mas vem pavimentando sua liderança política no silêncio. Pernambucano de nascimento, mas baiano por adoção, assim como o mais longevo representante da Bahia na Câmara Federal, o saudoso deputado Manoel Novaes, Roma encontrou seu caminho na vida pública ao atravessar a divisa entre os dois estados. Outros também deixaram Pernambuco com o mesmo destino, como João Leão e Mário Negromonte, mas não alcançaram na Boa Terra a força política de um Novaes e nem a que pode chegar João Roma. Habilidoso, o ex-ministro da Cidadania vem dando passos sem ruídos. Cordial e muito educado no trato, transita bem na seara do poder. Na presidência do PL Bahia, já conseguiu dar autonomia à legenda e trabalha pelo seu fortalecimento, virando a página de um partido que vivia a reboque de outros. Foi o primeiro candidato a governador do PL no estado. Elegeu três deputados federais e quatro estaduais. A meta agora são as eleições municipais e a estruturação da legenda no vasto território baiano. Na capital, abriu diálogo para a atração do presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz, e não descarta sair candidato a prefeito. João Roma tem grandes chances de se consolidar como a tão necessária alternativa aos dois projetos de poder que se revezaram nos últimos 40 anos sem conseguir tirar a Bahia do atraso, mantendo-a entre os piores indicadores sociais e econômicos do país.

E as joias das arábias continuam fazendo estragos

Bolsonaro e Michelle podem responder processo por peculato, quando fatos e autorias não estão claras, faz-se denuncia para esclarecer. E nesse quesito, convenhamos, as joias de R$ 16 milhões estão muito longe das explicações dadas até agora. Aliás, quanto mais explicam, mais enrolados ficam. O Almirante Bento Albuquerque foi de Ministro de Minas e Energia a possível contrabandista. Assim como a de Bento, muitas biografias estão indo pelo ralo. Quase todas de funcionários de carreira e de altos cargos dentro das Forças Armadas. Dessa vez, pelo tamanho dos absurdos revelados, não ficarão impunes. Michelle, a que não sabia de nada, vai passando e fazendo cara de paisagem.

Lá e Cá

Sabe-se, agora, que o ex-presidente Trump, dos EUA, também não incorporou os presentes que recebeu ao patrimônio do governo de seu país. A diferença é que lá os valores são em torno de R$ 1 milhão. Aqui mais de R$ 16 milhões em um único lote. Fora os outros que vão aparecendo. Copiaram de lá a falta de educação com a imprensa, a política armamentista, a tentativa violenta de questionar os resultados das eleições, as grosserias dirigidas às mulheres, os ataques às vacinas durante a covid-19. Só escolheram os péssimos exemplos.

A falta de visão dos últimos governantes de Brasília

Para surpresa de quase ninguém que circula nos arredores da poderosa Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes, foi anunciado pelo IBGE, que Brasília abriga a maior favela do Brasil com mais de 32 mil moradores. Maior que a Rocinha, RJ, a mais populosa até então. O Sol Nascente fica a menos de 20 km do centro do poder da capital do país. Roriz morreria, dessa vez, de desgosto se presenciasse esse vexame. Ele que cuidou tanto do social quanto do planejamento da cidade que amava. O governo do DF não gasta com Saúde, Educação, Segurança Pública. Essas despesas, as mais caras na planilha de qualquer governador, são responsabilidade do governo federal. Como então chegou-se a esse nível de desgoverno, com uma das maiores arrecadações de receitas do país?

Justiça decreta sigilo sobre a milionária herança de Pelé

A briga dos herdeiros de Pelé pela herança milionária que deixou fez com que a justiça decretasse sigilo para evitar exposição negativa do maior jogador do mundo. Por mais que seja unida, uma família, quando tem divisão de bens, ninguém conhece ninguém. Ninguém respeita limites, é o que se vê na herança de Pelé. Felizmente a sua última companheira, a empresária Márcia Aoki, da maior classe e categoria, entregou o cargo, já que seria ela a inventariante.

“O Repórter do Poder” é a sensação das plataformas da Globo

O jornalista Jorge Bastos Moreno tem sua vida relatada com brilhantismo num trabalho jornalístico que merece aplausos. A direção é da carioca de nascimento e cidadã soteropolitana, a brilhante jornalista Letícia Muhana. Leti, como é carinhosamente chamada a competente jornalista, mais uma vez ao lado da amiga Flora Gil, formam a dupla que responde por esse sucesso e merece ser visto por gregos e troianos, afinal de contas Jorge Bastos Moreno, que foi amigo do editor deste blog, merece todos os aplausos. Dentre seus amigos preferidos, um era o ex-deputado federal Luís Eduardo Magalhães.

Igrejas evangélicas pedem socorro de impostos, já que estão em crise financeira

O ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu, mas não cumpriu. Anunciou a isenção de impostos das igrejas evangélicas, mas o projeto ainda está na Câmara e vai ser enviado à Comissão de Constituição e Justiça. Não é segredo para ninguém que as igrejas evangélicas foram atingidas pela crise e os óbulos já não são frequentes, nem generosos. Elas vão ter que agora pagar óbulo para que o projeto seja aprovado na Câmara e mais tarde no Senado. 

Vamos ter novidades na Operação Faroeste

É só questão de dias para que tenhamos novidades nos processos da Operação Faroeste, a maior grilagem de terras do Brasil. É só questão de tempo. 

Debit Suisse

O colapso cada vez mais iminente do Credit Suisse, segundo maior banco suíço, deverá fomentar uma transformação e uma consolidação ainda maior no setor bancário mundial. Conhecida lavanderia, que desde sua fundação abrigou centenas de bilhões de dinheiro de origem suspeita, o Credit Suisse deverá ser vítima da arrogância e desprezo com que sempre tratou reguladores ao redor do mundo. Talvez sobreviva apenas em sua terra natal, bancado pelo Estado suíço, que já arrecadou trilhões de dólares com lavanderias legalizadas. 

Debit Suisse II

No Brasil, os ativos do banco suíço Credit Suisse, que incluem um banco de investimentos e uma rentável e grande empresa de administração de recursos de terceiros, deverão ser adquiridos por um dos gigantes nacionais. BTG, Itaú e XP são os favoritos. Já o Safra corre por fora e poderá surpreender. O desfecho por aqui deverá ser anunciado nas próximas semanas. 

Debit Suisse III

O banco suíço Credit Suisse sempre teve uma presença forte no Brasil. Além do banco de investimentos, que liderou grande parte das ofertas de ações de empresas brasileiras nas últimas três décadas, o banco sempre possuiu uma forte atuação na área de gestão de fortunas. Entre seus clientes mais ilustres figuram políticos como um ex-presidente da República que, segundo dizem no mercado, tem mais de bilhão no banco. Dono de uma “seguradora”, este presidente usa as aplicações no banco como lastro para suas operações milionárias.

A Bahia no furacão da CPI do MST

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, vai instalar a CPI do MST. A Bahia, foco principal de invasões e desordens, vai ter muito o que contar. O deputado federal do PT da Bahia, Valmir Assunção, terá muito que contar, já que ele é o mentor das invasões. Ontem, o que se falava é que um dos primeiros convocados a depor será o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que deixou correr soltas as invasões sem adotar nenhuma providência. 

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