É verdade. Os dois travam uma queda de braço por causa dos ritos de tramitação das Medidas Provisórias. Não se falam. Estão emburrados. Trocam recados através de parlamentares. Pode? Os dois presidentes de um dos poderes da República. Um da Câmara com 513 deputados. Outro preside o Senado com 81 senadores. Enquanto isso, existem 30 MPs aguardando discussões no Congresso. Onze do governo Lula. Algumas vencem em abril e perdem a validade. Lira, até com certa razão, não assina o ato enviado por Pacheco que quer que as MPs sejam discutidas por comissões mistas. Lira não acha justo. Doze senadores e doze deputados federais. Não há equilíbrio nessa equação. Uma casa tem 513, a outra 81. Mas precisam protagonizar um vexame de “meninos de grupo” para chegarem a uma solução?