O imbróglio das vacinas mostra de forma contundente no que se transformou o Palácio do Planalto nos quatro anos da lamentável gestão de Jair Bolsonaro, um puxadinho das milícias cariocas, com todas suas práticas condenáveis. Mentiras, fraudes, golpes e corrupção. Bandidagem de colarinho branco. As lágrimas de Bolsonaro, em “pronunciamento” na Jovem Pan, mostram que ele tem consciência da tempestade que está por vir. A casa está caindo. Pontas soltas foram se juntando para infernizar a vida do clã Bolsonaro. 1 – Mesmo que se livre da falcatrua com as vacinas, o que parece pouco provável, sua imagem está abalada. As pesquisas mostram. Batida da Polícia Federal na residência, celular apreendido, gravações de ligações telefônicas comprometedoras detonaram o discurso moralista. 2 – Prisão do braço direito, tenente-coronel Mauro Cid, por fraudar as vacinas, dentro de uma unidade militar, o que é uma novidade. 3 – Um segundo assessor preso, o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros, também envolvido com as vacinas, esse, com adicional de ter sido gravado afirmando que sabe quem matou Marielle Franco. Trazendo de volta um fantasma assustador. 4 – Para complicar a situação, surge o nome do vereador carioca Marcello Siciliano, investigado pela PF por ter intermediado o registro de forma fraudulenta de doses de vacina contra Covid-19 em nome da mulher de Mauro Cid. 5 – Em troca, Siciliano queria que Cid interferisse junto ao cônsul norte-americano, no Rio de Janeiro, por um visto, que lhe foi negado por ter sido citado no caso Marielle, que parece perseguir o clã.