Mirou no chão e acertou o céu

A prisão do militar da reserva Ailton Gonçalves Moraes nesta quarta-feira (03), no Rio de Janeiro, durante a operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraude em cartões de vacinação da Covid-19, pode ter desvendado, acidentalmente, um mistério que até então parecia insolúvel. Ailton é ligado a Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, e ao ex-vereador Marcello Siciliano, apontado como um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco. Em uma das mensagens interceptadas pela PF, Ailton Barros afirma saber quem é o mandante da morte da ex-parlamentar. O cerco está se fechando em torno do ex-presidente, dos seus filhos e do seu antigo núcleo duro, já em avançado processo de liquefação. Desesperado e com medo de ser preso, Bolsonaro negará três vezes seus comparsas de outrora, que, por sua vez, traídos e abandonados, ressoarão as suas gargantas mais profundas em acordos de leniência. Salve-se quem puder.

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