A Cimeira Mundial da Direita, prevista para os dias 13 e 14 de maio, foi adiada por um “ataque cirúrgico” a Jair Bolsonaro. Às vésperas do encontro, informou hoje em Budapeste o líder do Chega, André Ventura, partido da extrema direita portuguesa que cresceu de um único deputado na legislatura anterior para 12 na última eleição. O ex-presidente do Brasil era aguardado para o encontro que também deveria reunir o ex-chefe de Estado dos EUA, Donald Trump, outro que pode dar no show por estar em dificuldades com a Justiça em seu país de origem. Ventura, que está na Hungria em visita ao primeiro-ministro direitista Viktor Orbán e participar da Conferência de Ação Política Conservadora, admite que ainda não tem nova data para o encontro, mas em vídeo expressou a seus adeptos preocupação com o “espírito de agressividade, de condicionamento e de ameaça que em reina em certos países e o que querem fazer contra a direita mundial”. A referência ao Brasil não poderia ser mais direta, até porque frustra a segunda fase da triste performance que Ventura e seus deputados iniciaram no dia 25 de abril, na presença do presidente Lula, espetáculo que lhes custou sanções parlamentares, e pretendiam receber Bolsonaro com honras, como troco.