Parece que Marina Silva não entendeu a amplitude e a capacidade de articulação internacional que lhe foi oferecida pelo presidente eleito, com a criação da Autoridade Climática. Um cargo que poderia transformar-se na joia da coroa devido à importância que a questão climática assumiu nos foros internacionais. Marina poderia ser para o Brasil o que Michelle Bachelet representa hoje para o Chile, sem ter sentado na cadeira presidencial. A função não existe e ela iria inventar e dar corpo. Mas Marina enxergou apenas um cargo técnico e focou nas eleições de 2026. Ok. Nada contra. Mas perdeu uma grande oportunidade. Já Simone Tebet se mostrou mais habilidosa e estratégica. Num momento de reconstrução, sabe que seus 4,16% dos votos na eleição presidencial são mais do que números. Com forte apoio da mídia, consolida uma faixa de eleitores de centro-esquerda e também órfãos de Ciro Gomes. Nada mal para quem até há bem pouco tempo era uma liderança regional. Nesse jogo de xadrez, que é um governo de frente ampla, Simone demonstrou a sagacidade que já tinha exibido na CPI da Covid-19, quando roubou os holofotes e pavimentou a candidatura presidencial de um partido sem perspectivas naquele momento.
Lula cita Messi no ato político
Lula gozou da imprensa brasileira ao afirmar que Tite era unanimidade nacional. Como convocou Daniel Alves com 39 anos, que estava na reserva de um time do México, disse que Tite foi sacrificado. Citou Messi com 35 anos como maior jogador da copa e que vai ser eleito pela Fifa como melhor jogador do ano. Vê-se que Lula entende de futebol.
Negativa de Michelle de não acompanhar Bolsonaro pode decretar fim do relacionamento
Nos últimos dias, o Palácio da Alvorada vive momentos intensos com o presidente Bolsonaro querendo levar Michele para os Estados Unidos e ela afirmando que não iria. Houve bate-boca, xingamento, mas ela acabou vencendo mais uma vez. Não acompanhará ele aos Estados Unidos.
“Teimosa, medíocre, falsa crente”, ilustra a excelente matéria publicada pela plataforma Metrópoles e assinada por Rodrigo Rangel
É demolidora a matéria que está na plataforma Metrópoles assinada pelo excelente jornalista Rodrigo Rangel. Conta em detalhes o que ocorre no Palácio da Alvorada e a relação de Jair com Michelle Bolsonaro. Rica em detalhes, a matéria traz fatos estarrecedores que atestam que Michelle e Bolsonaro só formavam um bom casal diante das câmeras e das bravatas dele. Rodrigo Rangel conseguiu, de dentro do Palácio da Alvorada, revelações bombásticas que, inclusive, vão servir de munição para os adversários de Bolsonaro.
O medo da prisão
A fuga de Jair Bolsonaro para os Estados Unidos é produto de um pequeno grupo que cerca ele que afirma que, a partir de 1º de janeiro, ele pode ser preso a qualquer momento. Isso o colocou extremamente nervoso antes de partir para os Estados Unidos. Michelle tem revelado às amigas que cansou “das loucuras de Jair” afirmando que não suporta mais.
PL não aluga mansão e TSE libera apenas pagamento de funcionários
O Tribunal Superior Eleitoral continua bloqueando milhões do PL. No final do ano, liberou apenas quantias para fazer face ao pagamento do 13º salário dos funcionários. Nada mais. Com isso, deputados não estão recebendo ajuda, muito menos as passagens estão sendo comparadas. Era com esse dinheiro que Valdemar Costa Neto iria alugar uma mansão no Lago Sul para abrigar Jair Bolsonaro. Faltou gás e, se Bolsonaro, depois de 90 dias, voltar ao Brasil, ele mesmo vai ter que pagar o seu aluguel.
Futuro secretário da Segurança Pública de Brasília tem suspeição do PT
O ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, vai assumir a Secretaria da Segurança Pública de Brasília. Terá sob seu comando as polícias civil e militar, além do corpo de Bombeiros. A equipe de Lula não confia nele e, ontem, o futuro ministro da Justiça, num encontro que teve com o governador Ibaneis Rocha, fez esta declaração. Vale lembrar que quando ministro da Justiça, Anderson Torres, foi um vassalo do então presidente Jair Bolsonaro e como tal deixou o Ministério da Justiça.
Rei morto, rei posto. PGR baiano agora ataca Bolsonaro
O procurador-geral da República, o advogado baiano Augusto Aras, se notabilizou no cargo pela subserviência com que serviu ao presidente Jair Bolsonaro. Poucos dias antes de Bolsonaro deixar o poder, ele pede ao STF a anulação do perdão que Bolsonaro deu de maneira irresponsável e sem nenhum tipo de humanidade aos militares que mataram centenas de presidiários no Carandiru. O episódio revela bem um velho adágio popular: rei morto, rei posto. Aras está fazendo tudo agora para agradar a um novo governo. Detalhe: Lula abomina ele.
A Marinha pode ficar até o dia 2
Das três forças, a Marinha gosta de cumprir a Constituição. Dificilmente o comandante Almir Garnier, que serviu no 2º distrito naval da Bahia, deixará o cargo antes da posse de Lula. É esperar para ver.
Simone é estrela do ministério de Lula
De nada adiantou parte do PT evitar que a senadora Simone Tebet ocupasse um ministério de muita visibilidade. Vem pesquisa por aí onde ela é apontada como principal e mais destacado nome da equipe de Lula. Em entrevista, ontem, à GloboNews, o senador do MDB de Alagoas, Renan Calheiros, que foi reticente em apoiá-la para presidência da República, teceu os maiores elogios à senadora do Mato Grosso do Sul. Teve uma frase lapidar: “Em qualquer ministério, Simone terá destaque”. Mesmo com Lula ainda por tomar posse, o nome dela já é ventilado para sucessão presidencial daqui a quatro anos.
Movimento paulista quer tirar baiano da presidência da CBF
O movimento já está em São Paulo para que o atual presidente da CBF, o baiano Ednaldo Rodrigues, deixe o comando da entidade. Para muitos bandeirantes, ele não tem estofo para comandar a CBF e fazer a revolução que o futebol brasileiro merece. Enquanto a Fifa se renova e promove eventos como a próxima Copa do Mundo em três países, ele é refém dos presidentes das federações regionais do Brasil e de alguns políticos, muitos ele levou para o Catar pagando passagem e hospedagem. Decididamente não agradou a quem gosta de futebol.