O ministro dos Transportes, o jovem senador Renan Filho, esteve em São Paulo e garantiu que seu Ministério vai recuperar estradas e construir novas. Nada como um jovem que transformou seu estado, Alagoas, para o de melhores estradas estaduais.
Bola fora
O governador Jerônimo Rodrigues parece que não conhece a história nem o espírito do Carnaval. Deu uma tremenda bola fora ao se manifestar contra as fantasias carnavalescas, sugerindo a proibição do uso das indumentárias de negas malucas, índios e travestis. Peraí, Seu Jero! Desde os primórdios da folia, no Império Romano, nas Saturnálias, não há limites para a fantasia. O plebeu virava imperador e o imperador, plebeu. Não venha com essa de transformar o reinado de Momo numa missa politicamente correta. Esquece essa ideia macabra de polícia da fantasia, como se já não bastasse a do pensamento e o ministério da verdade na ficção de 1984, de George Orwell.
Atitude republicana
É muito louvável a postura de cooperação demonstrada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação ao governo federal. Filiado ao Republicanos, o governador paulista mostra-se interessado em resolver os problemas que afligem a população do seu estado, pouco importando se tenha de interagir com um presidente da República de outro partido político. Este comportamento de Tarcísio de Freitas é completamente diferente daquele adotado pelos governadores do Consórcio Nordeste, Flávio Dino (Maranhão) e Rui Costa (Bahia) à frente, durante os quatro anos de governo de Jair Bolsonaro. Agora a governadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, que nunca esboçou qualquer gesto de distensão ou colaboração em relação ao governo anterior, veio a público reconhecer a atitude republicana não do governador de São Paulo, mas sim do presidente Lula.
Saneamento Básico e Lixões
Dois temas relacionados aos índices de medição da qualidade de vida no mundo que precisam de foco governamental ou não sairão do lugar, pois não adianta lei de primeiro mundo sem vontade e interação para destravar os gargalos no país. É impressionante que ainda hoje municípios brasileiros despejem seus resíduos sólidos em lixões, ou que não tenham água tratada nem saneamento básico. Uma dica ao novo governo, se resolver esses problemas, que são mais simples do que parecem, o povo vai colocar no pedestal.
Moura Dubeux e o Carnaval de Salvador
Foi geral o comentário, de que o circuito Barra/Ondina este ano estava muito feio por conta dos espigões da construtora pernambucana. O trajeto é tomado em sua maior parte por prédios que tradicionalmente agregavam ao circuito, como o Barravento, o Clube Espanhol, entre outros. Com a pernambucana querendo tomar tudo na região, parece que o circuito de fato vai pra Boca do Rio, pois não vão sobrar espaços para os trios, o povo e os camarotes.
As tragédias de fevereiro
Quase sempre é assim que acontece no mês de fevereiro, antes, durante ou depois dos festejos de Momo. Deságua dos céus uma chuvarada e leva as encostas dos morros, casas, estradas, ruas e vidas. Muitas vidas. Foi assim nesse ano, e no ano passado e provavelmente no próximo ano. As autoridades, sem planejamento algum para as ocupações, socorrem as vítimas de hoje. Passada a tragédia, aqueles que perderam tudo vão se arranjando, se acomodando, dando um jeito. Governadores, prefeitos, presidente dão entrevistas, fazem gestos políticos de solidariedade, dão novo verniz para os eleitores e depois? Bem, depois tudo se acalma, sucumbimos ao dia a dia e vamos assistir angustiados a tragédia do próximo ano. A mais nova deixa até agora 37 mortos no litoral norte de São Paulo.
Os gestos são importantes. Na política são fundamentais.
Como se repete muito, a política é feita de símbolos. Ao se deslocar da Bahia para São Paulo e acompanhar e determinar providências para minimizar os sofrimentos dos atingidos pelas chuvas, o presidente Lula demonstra porque, a despeito de todos os reveses que sofreu, ainda foi eleito pela maioria dos brasileiros para governar o Brasil. Ele se move com o coração, a emoção, carrega esperança e não se omite diante da dor do outro. Demonstra que está atento e zela pelo seu país. Para quem perdeu tudo a solidariedade é importante, afaga a dor e reacende um fio de crença na vida.
Bahia na cabeça
Duas escolas de samba do grupo especial fizeram referências à Bahia no primeiro dia de desfile do considerado “o maior espetáculo da terra”, no já clássico Sambódromo do Rio de Janeiro: Mangueira e Unidos da Tijuca. A Estação Primeira, aclamada pelo público como o grito de “é campeã”, trouxe o enredo “As Áfricas que a Bahia canta” sob o olhar atento da ministra da Cultura Margareth Menezes. A narrativa contagiou as arquibancadas mesmo com o sol raiando. A Mangueira foi a última a desfilar e arrastou uma multidão que se juntou aos sambistas após cumprido o desfile. Apesar das muitas mudanças introduzidas nas escolas de samba, os temas relacionados à questão racial e às tradições africanas ainda produzem alguns dos melhores enredos e desempenhos dessa “ópera popular”, como dizia o saudoso Joãozinho Trinta. O samba da Mangueira, um dos melhores do ano, diz: “Levo a cor, meu ilú é o tambor que tremeu Salvador, Bahia Áfricas que recriei; Resistir é lei, arte é rebeldia”.
Bahia na cabeça II
A Unidos da Tijuca apresentou a história da Baía de Todos os Santos, “É onda que vai… É onda que vem… Sereia Baía de Todos os Santos a se mirar no samba da minha terra”. A escola da Zona Norte foi responsável por um dos momentos mais belos da noite. Um jogo de luzes fez a atriz Juliana Alves, que representava Iemanjá, flutuar sobre as águas e encantar o público. A escola encenou aspectos fundamentais da cultura baiana, como o samba de roda e a procissão para Iemanjá, no dia dois de fevereiro.
A Bahia, sua negritude e história arrasam na Sapucaí
Simplesmente emocionante! A Bahia e a Verde e Rosa fizeram da Sapucaí o palco mais iluminado dos desfiles de ontem. A Bahia, nosso estado mãe, a terra do descobrimento, cantada em verso e prosa, cantada em todas as artes, reverenciada pelos poetas e escritores, fez valer, na Sapucaí, a definição de maior espetáculo da terra. O enredo “As Áfricas que a Bahia Canta” deslumbrou na comissão de frente, com a força feminina e os orixás. Estava ali, também, explicito, o incômodo que o carnaval negro provoca nas elites. Mas a Bahia, não se rende nunca e estava na avenida toda a sua esplêndida sensualidade, sua força, cultura, oração e encantamento. Salve a Verde e Rosa. Salve a Bahia! Axé!
O deboche de Ricardo Salles
Antes um técnico, hoje um político, Ricardo Salles, ex-ministro de Meio Ambiente de Bolsonaro, continua afrontando os direitos ambientais, dos povos indígenas e a inteligência das pessoas. Mal tomou posse como deputado, não fez nada ainda com seu mandato e já posa de candidato a prefeito de São Paulo. Acusado de ser cúmplice na tragédia dos Yanomami, tem dito que não teve nada a ver com o assunto, como se não fosse responsável pela calamidade do IBAMA, ICMBio, pela destruição dos órgãos de fiscalização ambiental do país. Num gesto de menosprezo, declarou, essa semana, que infelizmente não passou a boiada inteira, fazendo uma referência a uma frase dita por ele anteriormente em reunião no Palácio do Planalto, ao afirmar que era preciso aproveitar a distração com as tragédias para “passar a boiada”. Uma afronta aos brasileiros.
Presidente do TSE descansa no extremo sul da Bahia
O presidente do TSE e ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, foi visto em uma das praias do extremo sul da Bahia, ao lado da esposa, passeando tranquilamente. Quando reconhecido, era cumprimentado com admiração.