Bahia na cabeça

Duas escolas de samba do grupo especial fizeram referências à Bahia no primeiro dia de desfile do considerado “o maior espetáculo da terra”, no já clássico Sambódromo do Rio de Janeiro: Mangueira e Unidos da Tijuca. A Estação Primeira, aclamada pelo público como o grito de “é campeã”, trouxe o enredo “As Áfricas que a Bahia canta” sob o olhar atento da ministra da Cultura Margareth Menezes. A narrativa contagiou as arquibancadas mesmo com o sol raiando. A Mangueira foi a última a desfilar e arrastou uma multidão que se juntou aos sambistas após cumprido o desfile. Apesar das muitas mudanças introduzidas nas escolas de samba, os temas relacionados à questão racial e às tradições africanas ainda produzem alguns dos melhores enredos e desempenhos dessa “ópera popular”, como dizia o saudoso Joãozinho Trinta. O samba da Mangueira, um dos melhores do ano, diz: “Levo a cor, meu ilú é o tambor que tremeu Salvador, Bahia Áfricas que recriei; Resistir é lei, arte é rebeldia”. 

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