Esquecido aqui, lembrado lá fora: Pelé

Na última quarta-feira, quando 83 mil pessoas compareceram ao estádio de Wembley para assistir ao amistoso entre Inglaterra, campeã mundial, e Brasil, no futebol feminino, uma linda homenagem foi prestada a Pelé. O estádio Wembley, de pé, aplaudiu as imagens enquanto as duas filhas dele, Kelly e Flávia, emocionadas, assistiam pessoalmente ao fato ao lado do embaixador do Brasil na Grã-Bretanha, Fred Arruda. 

João Gilberto esquecido na Bahia e lembrado em São Paulo

O Selo Sesc lançou, na última quarta-feira, em São Paulo, um álbum que traz 36 músicas cantadas ao vivo em um show que João Gilberto, morto em 2019, fez no Sesc Vila Mariana em 1998. O disco foi o primeiro da série Relicário, uma nova aposta do Selo com a divulgação do material inédito gravado durante shows que passaram pelas unidades da instituição. João é lembrado em todo o mundo como pai da Bossa Nova. 

Depoimento de Bolsonaro: vergonha e mentiras de pernas curtas

O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na última quarta-feira, na Polícia Federal, nos cobre de vergonha. Aquele que deveria espelhar a identidade da nação mente descaradamente, já sabendo que será desmentido pela cobertura eficiente que a imprensa tem feito do imbróglio das joias que, descaradamente, surrupiou e, pego com a boca na botija, com seu bando de asseclas militares, de almirante a sargento; está aos poucos devolvendo, de forma humilhante. Mas quem liga para esses detalhes? O é caráter para quem planejou explodir companheiros em busca de um salário melhor e foi classificado como um “mau militar” pelo general Ernesto Geisel. Geisel era respeitado nas FFAA. Bolsonaro é, e sempre será, um produto do baixo clero, um batedor de carteira, aquele malandro que vive de pequenos golpes, que nunca teve a dimensão do que é ser presidente da República e surfou num delírio conservador de uma população de todo abandonada. Todos os dias, milhões de brasileiros, ainda chocados, desalentados ou desesperados, se perguntam como fomos capazes de eleger alguém como “ele” para o mais alto posto do país. Lembrando que na última eleição, mesmo derrotado, obteve 49,10% dos votos. Gostasse de trabalhar, seria hoje o líder da oposição. Mas até o PL, com seu ultra pragmatismo, parece em dúvida sobre sua utilidade. O cartão de visitas como “líder” foi faltar ao trabalho nos primeiros dias. Nada mais Bolsonaro de cabular compromissos e responsabilidades. 

Mão na consciência

Parece que finalmente a ficha da cúpula das Forças Armadas caiu. E quem operou esse milagre foram dois militares de alta patente, não por consciência ou capacidade de análise, mas por malfeitos que comprometem a já combalida imagem da instituição; que deveria ser um dos esteios morais da nação. Os autores desse feito são o almirante Bento Albuquerque e o tenente-coronel Mauro Cid, enredados até o pescoço numa maracutaia de grandes proporções. Os dois, que deviam ser dar ao respeito, pelos postos que ocupam na hierarquia militar, transformaram-se em contínuos da ilegalidade, ao tentarem liberar joias pertencentes à União na alfândega, com o intuito de enriquecer ilegalmente o acervo do ex-presidente; como dois despachantes de porta de cartório. À medida que avançam as investigações sobre o imbróglio das joias, mais as fardas impecáveis dos dois se cobrem de lama, mostrando o verdadeiro teor da pregação de Jair Bolsonaro contra a corrupção e sua visão distorcida de austeridade. As máscaras caíram e vieram acompanhadas por divisas, galões e estrelas. E o alto comando das Forças finalmente percebeu que é hora de agir.

Nem coisa, nem coiso na boca de Lula

Como Lula está sendo orientado por seus ministros a não falar mais de Moro ou Bolsonaro, fez o seguinte esclarecimento para a imprensa ontem: agora não posso mais falar nem na coisa, nem no coiso. É isso, meus ministros não querem. Na verdade, o ministro Paulo Pimenta, chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, orientado pela FSB, agência de comunicação com vários contratos no governo, é que tem sugerido esses e outros comportamentos a Lula, Janja, e outros mais afoitos.

Helder Barbalho assume liderança do MDB no Nordeste

O governador eleito e reeleito no Pará, Helder Barbalho, decididamente assumiu a liderança do partido no Nordeste. Além de colocar o irmão em um dos ministérios mais importantes do governo Lula, ele, na última semana, recebeu o vice-presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o secretário-geral do partido, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Tudo agora no MDB é com o filho de Jader Barbalho.

Efeito Bolsonaro-Trump

O julgamento de Donald Trump, de quem Jair Bolsonaro é amigo, respingou na imagem do Brasil perante o eleitorado do centro. Essa é a avaliação feita na última semana no Congresso Nacional. A leitura é de que esse segmento pode identificar um traço comum dos dois: ambos deixaram o cargo com processos não resolvidos na justiça. 

Embasa precisa ser privatizada

O péssimo serviço prestado pela Embasa em Salvador e no interior do Estado da Bahia só faz crescer a urgência para que ela seja logo privatizada e entregue a mãos profissionais para gerir a empresa. Em Salvador, onde não se poderia cogitar que o serviço fosse ruim, nos bairros mais humildes falta água todo dia, e no interior do Estado nem se fala, a água cai uma vez por semana em determinados municípios. O novo governador deve olhar para esse assunto com urgência para que a população, já tão sofrida, passe a ter um serviço de saneamento básico que espelhe os direitos humanos universais.

Futebol interfere na política

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo Lula, assinou carta dos principais clubes de futebol contra a proposta de tributar apostas online. O fato repercutiu muito em Brasília. 

Até os surfistas andam surtados

Quando se vê a imagem de um surfista desfrutando uma onda, em Bali, na paradisíaca Indonésia, que sensação te provoca? Paz, calma, bem-aventurança, uma brisa, uma onda boa. Pois é, nesse lugar, que te remete a tudo isso, o surfista brasileiro, JP Azevedo, deu um murro na cabeça da surfista americana Sara Taylor, e depois tornou a agredi-la na praia, provocando indignação em Bali e no resto das cidades das pranchas pelo mundo. O motivo, ela estaria atrapalhando a “turma” dele dentro da onda. Pode uma maluquice dessas? Ele tem pedido desculpas depois que o vídeo viralizou na internet. Não tem adiantado muito. Ai que vergonha!

Baianos disputam vaga ao STJ

Após nove anos, quando a ministra baiana Eliana Calmon se aposentou e deixou a Bahia sem nenhum ministro no STJ, surge, agora, uma oportunidade para a Bahia. Quatro desembargadores do TJ/BA estão de olho na vaga do STJ destinada a desembargadores dos tribunais de justiça do Brasil. São eles: o presidente do TRE, Roberto Frank, Mauricio Kertzman e Nilson Castelo Branco, amigos íntimos de Jaques Wagner e Jatahy Fonseca Junior, o que, segundo o blog apurou, mais tem relações junto aos ministros do STJ. Ainda segundo informações, só entra na lista do STJ quem tiver alinhado com o ministro Luís Felipe Salomão. A disputa vai ser grande não só entre os baianos, mas em todo Brasil.

Depoimento de Bolsonaro foi um quase nada

Evitar constrangimento diplomático. Conhece aquela velha e repetida frase das fábulas de Esopo “a montanha pariu um rato”? Pois é, foi mais ou menos isso o depoimento de Bolsonaro à Polícia Federal sobre as joias que recebeu das arábias. E foi por aí o argumento mais forte de seu depoimento. Os pacotes de colares, abotoaduras, brincos, relógios, terços, rosários, recebidos de presentes, não puderam ser recusados para não causar constrangimento aos generosos árabes. E foi assim, dessa forma quase cínica, que o depoimento, acompanhado com frisson pela mídia, se deu. Foi a mais improvável das teses que os advogados de Bolsonaro conseguiram elaborar.

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