Parece que finalmente a ficha da cúpula das Forças Armadas caiu. E quem operou esse milagre foram dois militares de alta patente, não por consciência ou capacidade de análise, mas por malfeitos que comprometem a já combalida imagem da instituição; que deveria ser um dos esteios morais da nação. Os autores desse feito são o almirante Bento Albuquerque e o tenente-coronel Mauro Cid, enredados até o pescoço numa maracutaia de grandes proporções. Os dois, que deviam ser dar ao respeito, pelos postos que ocupam na hierarquia militar, transformaram-se em contínuos da ilegalidade, ao tentarem liberar joias pertencentes à União na alfândega, com o intuito de enriquecer ilegalmente o acervo do ex-presidente; como dois despachantes de porta de cartório. À medida que avançam as investigações sobre o imbróglio das joias, mais as fardas impecáveis dos dois se cobrem de lama, mostrando o verdadeiro teor da pregação de Jair Bolsonaro contra a corrupção e sua visão distorcida de austeridade. As máscaras caíram e vieram acompanhadas por divisas, galões e estrelas. E o alto comando das Forças finalmente percebeu que é hora de agir.