O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na última quarta-feira, na Polícia Federal, nos cobre de vergonha. Aquele que deveria espelhar a identidade da nação mente descaradamente, já sabendo que será desmentido pela cobertura eficiente que a imprensa tem feito do imbróglio das joias que, descaradamente, surrupiou e, pego com a boca na botija, com seu bando de asseclas militares, de almirante a sargento; está aos poucos devolvendo, de forma humilhante. Mas quem liga para esses detalhes? O é caráter para quem planejou explodir companheiros em busca de um salário melhor e foi classificado como um “mau militar” pelo general Ernesto Geisel. Geisel era respeitado nas FFAA. Bolsonaro é, e sempre será, um produto do baixo clero, um batedor de carteira, aquele malandro que vive de pequenos golpes, que nunca teve a dimensão do que é ser presidente da República e surfou num delírio conservador de uma população de todo abandonada. Todos os dias, milhões de brasileiros, ainda chocados, desalentados ou desesperados, se perguntam como fomos capazes de eleger alguém como “ele” para o mais alto posto do país. Lembrando que na última eleição, mesmo derrotado, obteve 49,10% dos votos. Gostasse de trabalhar, seria hoje o líder da oposição. Mas até o PL, com seu ultra pragmatismo, parece em dúvida sobre sua utilidade. O cartão de visitas como “líder” foi faltar ao trabalho nos primeiros dias. Nada mais Bolsonaro de cabular compromissos e responsabilidades.