O ex-deputado federal e ministro da Cidadania, João Roma, não parou na pista. Derrotado nas eleições para o governo da Bahia, ele continua atuante na política, como presidente estadual do PL. Durante a campanha passada, sempre se posicionou na defesa dos produtores rurais baianos e tem se mantido firme nessa bandeira, se consolidando como importante liderança do segmento. É voz altiva contra as invasões do MST e vai estar presente no ato programado pelo setor agropecuário nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa. Milhares de produtores de todo o estado devem comparecer para denunciar as ilegalidades e abusos que vêm sofrendo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. O ato também será uma forma de pressão à instalação da CPI do MST, em trâmite na Alba.
O verdadeiro Brasil se encontra em Portugal
“Foi bonita a festa pá”. O presidente português se atrasou, Lula parecia cansado, mas o discurso de Chico Buarque de Holanda, tão esperado durante quatro anos, fez tudo parecer perfeito. Falou sobre o pai, Sérgio Buarque de Holanda, intelectual renomado e fundador do PT. Lembrou o sangue negro, indígena e judeu que corre em suas veias numa verdadeira síntese do Brasil. E fez referência a Vinícius de Moraes, provocando uma reflexão orgulhosa: quantos países têm dois artistas tão brilhantes, talentosos e sofisticados que optaram pela música popular, trazendo para o simples o refinamento que a gente pensava que só existia no erudito. Mas não faltou o veneno, que deve temperar os discursos políticos, afinal Chico é símbolo de luta pela Democracia. Disse ele, “reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula.” Poderíamos dizer muito sobre a solenidade, onde lágrimas de emoção correram à solta, mas o fecho do discurso vai ficar na nossa memória por muito tempo, “Recebo este prêmio menos como uma honra pessoal, e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados e ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo”.
Um herdeiro abilolado
Um certo herdeiro de uma ex-grande empreiteira baiana parece que tem um parafuso a menos. Reza a lenda que quando era jovem e seu pai todo-poderoso era vivo, o Menino Maluquinho dava uns sumiços por causa de briga com namoradinhas e o pai, convocava toda a alta diretoria da empresa colocando todo o poderio pra achar o menino, que se escondia em farras nababescas. Agora, depois da morte do pai e do irmão, o transeunte zumbi, achando que tem o poder de outrora, anda a falar as asneiras peculiares, disparando contra tudo e todos, além de descumprir palavra e compromissos. Por fim, como de costume, sumiu novamente e ninguém mais o acha pra falar nada. Por onde anda?
A extradição de ex-presidente peruano coloca a Odebrecht no teatro da corrupção
O ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, que governou o país de 2001 a 2006 e estava preso nos Estados Unidos assim que explodiu os escândalos da Lava Jato, foi extraditado no último final de semana para a capital peruana. O episódio marcou uma das épocas mais cruéis para a Odebrecht quando ela esteve envolvida como empreiteira nos maiores escândalos do mundo. Agora, quando o ex-presidente começar a falar, a Odebrecht volta ao palco pantanoso da corrupção.
E Emílio quer escrever livro
Sem esperar por essa, Emílio Odebrecht está anunciando que vai lançar um livro. Não poderia escolher momento pior, até porque não falará a verdade. Será que vai contar em quantos países participou de corrupção? Será que vai contar que expôs o filho Marcelo a uma situação degradante? Enfim, a Odebrecht foi campeã de corrupção e continuará a pagar um preço muito caro.
Lula marca gol de letra em tabelinha com Chico Buarque
A cerimônia de entrega do Prêmio Camões 2019, que acontece hoje (24/04), em Lisboa, marca de forma simbólica as pazes entre o estado brasileiro e a Cultura Brasileira, em litígio total durante os quatro anos da gestão Jair Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula de Silva entrega, em Lisboa, ao lado do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, ao cantor e compositor brasileiro, Chico Buarque, os 100 mil euros referentes ao prêmio, que Bolsonaro se recusou a entregar. Chico, por sua vez, deixou claro que a decisão de Bolsonaro para ele significava um elogio. A cerimônia está marcada às 16h no Palácio Nacional de Queluz. A entrega do prêmio chegou a ser agendada para 25 de abril de 2020, mas foi adiada devido à pandemia. Chico é muito querido em Portugal, principalmente pela autoria de “Tanto Mar”, uma singela homenagem à Revolução dos Cravos, que amanhã comemora 50 anos. Para o júri do Prêmio Camões, maior distinção literária de língua portuguesa, a escolha de Chico Buarque deveu-se à sua “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações”, e o “caráter multifacetado” do seu trabalho na poesia e também no teatro e romance. O Prêmio Camões de literatura foi instituído por Portugal e Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do patrimônio literário lusófono”.
SOS Pelourinho
Até a celebridade mundial da época, Akio Morita, big boss da Sony, fez campanha pelo reconhecimento do Pelourinho como patrimônio da humanidade pela Unesco. Trinta anos depois, o maior conjunto arquitetônico barroco das Américas está entregue à bandidagem. Quem se aventura a vivenciar hoje a experiência de entrar nesse túnel do tempo sofre o infortúnio da violência que campeia no Centro Histórico de Salvador. A região turística de forte apelo cultural e artístico se transformou numa arena de barbaridades, com turistas sendo atacados das formas mais selvagens e violentas por meliantes. Os comerciantes desesperançados fecham seus negócios diante dos prejuízos e da ameaça cotidiana às suas vidas. A ineficaz política de segurança pública do governo do estado a cada dia arrasa mais a Bahia… Acorda, Jerônimo!
Demagogia na OAB, à moda baiana
A filosofia de Aristóteles nos ensina que a demagogia é a deformação da democracia. Na OAB da Bahia essa teoria aristotélica parece se comprovar, pois o grupo político que manda e desmanda na instituição, há muitos anos, sempre faz o discurso de defesa dos valores democráticos, mas, além de “não querer largar o osso”, varre a sujeira dos apadrinhados para debaixo do tapete. Recentemente, segundo informações, um advogado itaberabense, muito querido pela cúpula da OAB baiana, está sendo acusado de praticar assédio sexual contra uma colega advogada e conselheira estadual. O fato teria ocorrido numa festa na capital, realizada para presidentes de subseções e conselheiros. Outro fato estarrecedor, protagonizado por este mesmo apadrinhado da OAB, estaria ocorrendo na cidade de Itaberaba, onde ilícitos estariam sendo perpetrados por um cartório da cidade, em conluio com advogados acobertados pela direção da subseção. Segundo fontes, o processo para abafar ambos escândalos já está de vento em popa. Será que vão conseguir fazer o mesmo que fizeram com o famigerado caso do “Feirão Limpa Nome”, que atinge a cúpula da OAB baiana em cheio? Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, para sabermos se “a democracia” virou mesmo pura demagogia…
Um baiano faz sucesso no mundo literário
Após o estrondoso sucesso de “Torto Arado”, quando foram vendidos 700 mil exemplares, Itamar Vieira Junior volta ao interior da Bahia para ambientar sua nova obra. Ele estava em Tóquio onde foi traduzir sua extraordinária peça literária. É um novo baiano de sucesso que entra no rico mundo das letras.
Tok&Stok recebe 100 milhões, mas vai fechar nas praças deficitárias
A varejista de móveis Tok&Stok deve receber um aporte do fundo Carlyle, maior acionista da empresa, uma vez que não tem encontrado novos sócios financeiros ou estratégicos dispostos a se juntar à companhia. A injeção de capital pode ficar em torno de R$ 100 milhões. A empresa tem uma dívida de R$ 600 milhões sendo reestruturada com credores e a expectativa é que as negociações sejam concluídas em maio. Enquanto isso corta custos e fecha lojas que são deficitárias e pequenas em Fortaleza, Recife e Salvador. Novos ajustes serão feitos.
Cajado tem novo padrinho
A escolha do deputado federal Cláudio Cajado para a relatoria do marco fiscal foi creditada ao presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira, seu amigo. Com ciúme, o senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, começou a espalhar para Brasília que ele é o padrinho, o que não é verdade. Hoje, Ciro já não tem o prestígio que tinha quando foi ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
Na mosca
Este blog antecipou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, estava se credenciando para ser candidato do Bolsonaro na próxima sucessão presidencial. A revista Veja que circula esta semana publica extensa entrevista nas páginas amarelas, e a mais nova pesquisa entre bolsonaristas afirma que a totalidade quer ele como candidato, já que sabe que Bolsonaro terá suspensão de candidatura e prisão. A turma de Brasília continua sonhando com Michelle, agora não mais como candidata à presidência, e sim como candidata ao Senado no Distrito Federal. Diga-se de passagem, aliás, que Brasília não tem um eleitorado culto nem preparado.