Até a celebridade mundial da época, Akio Morita, big boss da Sony, fez campanha pelo reconhecimento do Pelourinho como patrimônio da humanidade pela Unesco. Trinta anos depois, o maior conjunto arquitetônico barroco das Américas está entregue à bandidagem. Quem se aventura a vivenciar hoje a experiência de entrar nesse túnel do tempo sofre o infortúnio da violência que campeia no Centro Histórico de Salvador. A região turística de forte apelo cultural e artístico se transformou numa arena de barbaridades, com turistas sendo atacados das formas mais selvagens e violentas por meliantes. Os comerciantes desesperançados fecham seus negócios diante dos prejuízos e da ameaça cotidiana às suas vidas. A ineficaz política de segurança pública do governo do estado a cada dia arrasa mais a Bahia… Acorda, Jerônimo!