Ao comparar sua situação com a Lei da Anistia de 1979, Bolsonaro demonstra uma visão distorcida e descontextualizada da história política brasileira. A tentativa de equiparar crimes recentes e planejados contra o Estado Democrático de Direito a um momento de transição de um regime autoritário para a democracia é uma afronta à memória histórica e à própria noção de justiça.
Pacificação não é sinônimo de impunidade: Bolsonaro busca arrego, mas o Brasil exige justiça
É imperativo lembrar que pacificação não pode significar impunidade. A reconciliação nacional deve estar fundamentada na verdade, na justiça e no fortalecimento das instituições, e não em acordos que perpetuem a sensação de que crimes contra a democracia podem ser negociados como meros contratempos políticos. O Brasil precisa de responsabilização, não de arrego.
Naquela que foi uma das maiores empreiteiras do mundo, pai e filho são inimigos para sempre
Na Lava Jato, Marcelo Odebrecht foi preso. O pai Emílio anunciou que, se ele não fosse liberado, detonaria tudo. Não cumpriu. Marcelo ficou preso e, ao sair, ficou inimigo do pai. Várias gestões foram feitas, mas ninguém conseguiu a pacificação. Hoje, inclusive, Marcelo e Emílio são inimigos para sempre e não há acordo, não há padre que faça conciliação.
Milei em alta
A revista inglesa The Economist estampa o presidente argentino Javier Milei na capa de sua edição desta semana. Na manchete a declaração dele: “My contempt for the state is infinite” (Meu desprezo pelo estado é infinito). Em editorial, o programa econômico de Milei é elogiado e considerado “um dos tratamentos mais radicais de medicina de mercado desde o Tchatcherismo”.
Bom exemplo
The Economist chega a sugerir a política econômica implementada por Milei na Argentina como bom exemplo a seguir pelo recém-eleito presidente americano Donald Trump. É grande a expectativa de redução de gastos e reversão de regulamentações nos Estados Unidos a partir do próximo governo, embora Trump tenha sinalizado com protecionismo e o aumento do imposto de importação.
Populismo oportunista
Engana-se, no entanto, quem imagina que The Economist coloca Milei e Trump na mesma prateleira do “populismo oportunista”. Para a revista, o argentino tem demonstrado acreditar “no livre comércio e nos mercados livres, e não no protecionismo; na disciplina fiscal, e não em empréstimos irresponsáveis; e, em vez de vender fantasias populares, aposta em verdades públicas brutais”.
Mau-humor
Em seu editorial, quase um panegírico a um governante defensor do estado mínimo, The Economist deixa claro que Javier Milei é o atual queridinho dos mercados. O mesmo não pode ser dito de seu vizinho, o presidente Lula, que sofre a exponencial alta do dólar gerada pelo mau-humor dos mercados com seu governo perdulário.
Atoleiro fiscal
Os líderes do Congresso, Rodrigo Pacheco (Senado), e Arthur Lira (Câmara), já manifestaram boa vontade em ajudar Lula a sair do atoleiro fiscal em que se encontra o governo. Estão dispostos a apoiar todas as medidas de cortes de gastos que se façam necessárias para o ajuste das contas públicas, acelerando o trâmite legislativo.
Pesquisas eleitorais, como arma de guerrilha, desestabilizam eleições.
Um dos assuntos que preocupam os profissionais do Marketing Político no Brasil e foi discutido esta semana no seminário do CAMP, realizado em São Paulo, são as pesquisas eleitorais. São centenas de Institutos espalhados pelo país, alguns criados às vésperas das eleições, fazendo pesquisas como querem, sem método, sem cuidado, e a qualquer preço. Institutos criados com o objetivo principal de desestabilizar campanhas e candidaturas. Estudos mostram que, em 2020, 10 mil pesquisas foram registradas no TSE por 652 Institutos de Pesquisas, mas o grave é que quase 45% dessas pesquisas são feitas por empresas que não são do ramo. Chega a ser criminosa a utilização de dados de pesquisas, que fazem vítimas políticos, institutos sérios, profissionais e o próprio eleitor. Têm instituto para todo gosto e preço, são muitas opções no cardápio e, sem fiscalização, os institutos se multiplicam a cada eleição. Este será um dos assuntos que estará na pauta do CAMP na discussão da Reforma Eleitoral para 2026.
O Ceparh, a imortal obra de Elsimar Coutinho
O Centro de Pesquisas e Assistência em Reprodução Humana (Ceparh) celebrou a recente liberação de implantes hormonais pela Anvisa, destacando os benefícios dessa decisão para a saúde das mulheres. Os implantes, já utilizados pelo Ceparh em suas pesquisas e atendimentos, são eficazes no tratamento de doenças como endometriose, miomas, síndrome dos ovários policísticos e transtornos hormonais. Fundado em 1981, em Salvador, pelo médico e pesquisador Elsimar Coutinho, o centro é referência nacional e realiza, em média, 8 mil atendimentos anuais, inclusive pelo SUS. “A liberação dos implantes pela Anvisa representa um avanço significativo, especialmente para mulheres que precisam de tratamentos gratuitos e eficazes”, afirma a Dra. Consuelo Callizo, diretora do Ceparh. Para ela, a Anvisa fez justiça ao legado do professor Elsimar Coutinho ao liberar tratamentos de saúde através dos implantes hormonais. “A medida só vem reforçar o compromisso do Ceparh em oferecer soluções modernas e seguras para a saúde reprodutiva, promovendo qualidade de vida e cuidado integral às pacientes”.
Os principais jornais e as principais televisões do Brasil e do exterior noticiam a tentativa de golpe no Brasil
Globo, Folha, Estadão e Correio Braziliense no Brasil, todos os principais jornais da Europa e dos Estados Unidos e as redes de TV noticiam a tentativa do golpe e dos assassinatos de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Uma mancha negra para o Brasil que jamais será esquecida.
Bolsonaro covarde: amarelou diante da possibilidade de prisão
Jair Bolsonaro, que sempre alegou ser destemido, agora flerta com a ideia de buscar refúgio em uma embaixada para escapar de uma possível prisão. A declaração, que vem no contexto de acusações graves envolvendo tentativa de golpe de Estado, expõe uma postura covarde. Ao invés de encarar a justiça e provar sua inocência, Bolsonaro sugere a fuga como alternativa, traindo a confiança de seus apoiadores e mostrando que, na hora da verdade, a valentia é apenas retórica. A tentativa de se esquivar das consequências legais por meio de manobras diplomáticas é um desrespeito ao Brasil. Se há algo que a população espera de um líder, é a coragem de enfrentar as consequências de seus atos. Bolsonaro prefere a saída pela porta dos fundos, deixando para trás os princípios que dizia defender.