Temer não perdoa Joesley nem Wesley Batista

Denunciado, quando estava no exercício da presidência, por pedido de propina aos irmãos donos da JBS, Michel Temer não perdoa os poderosos manos. Tem feito o possível e o impossível para prejudicar o grupo, mas esbarra numa forte barreira: Luiz Inácio Lula da Silva. Azar que Lula não gosta de Temer e está no poder e Temer continua solitário em São Paulo.

Na Bahia, o Uber Black é o novo Uber X: reflexo de um serviço de terceiro mundo

Na Bahia, a experiência com o serviço de transporte por aplicativo Uber está longe de atender aos padrões prometidos pela plataforma em seus materiais de divulgação. O contraste é gritante. O Uber Black, que em lugares como São Paulo e Rio de Janeiro se destaca pela frota de veículos de alto padrão e motoristas experientes, na Bahia se transforma no equivalente ao que seria o Uber X — carros simples, muitas vezes sem os atributos mínimos de sofisticação como bancos de couro. Em outras palavras, o que é vendido como premium aqui, mal alcança o básico esperado em outras regiões. É preciso cobrar da plataforma transparência e respeito. Afinal, o básico não deveria ser vendido como luxo.

Vingança em livro

O deputado federal Luciano Bivar não perdeu a chance de se vingar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentou lhe tomar o controle do extinto PSL. Lançou ontem, em Recife, o livro “Democracia Acima de Tudo”. O libelo bota lenha na fogueira do “Mito”, ameaçado de prisão por suposta participação em plano de golpe de estado. Na publicação, Bivar aborda o período de 2019 a 2022 e conta sua versão. Manifesta arrependimento de ter abrigado a candidatura de Bolsonaro no então PSL e diz que o governo de Bolsonaro foi “um marco perigoso em nosso regime democrático”. 

Estilo autocrático

Apesar de ser oportuno o lançamento do livro num momento em que Bolsonaro está sob intenso ataque, não faltam questionamentos a Bivar de correligionários de seu atual partido, o União Brasil, sobre a autoridade do parlamentar pernambucano para levantar a bandeira da democracia. Por seu estilo autocrático e centralizador, ele acabou sendo afastado da presidência da legenda. Por não reconhecer a derrota numa eleição interna, é réu num processo por suposta autoria de incêndio à casa de praia de seu então vice e afilhado político Antônio de Rueda, atual presidente da legenda. Será que, no próximo livro, Bivar vai tratar de sua ruidosa saída do comando do União Brasil, que, para ele, teria sido o resultado de uma conspiração liderada por Rueda e ACM Neto?

O Brasil deu sorte, os militares que não permitiram o golpe

Se Braga Netto assumisse o poder, evidente que com a vitória do golpe, ele mandaria para a reserva os generais Freire Gomes, Batista Júnior, Tomás Paiva, Richard Nunes e Amin Naves. Eram todos generais do Exército e brigadeiros da Força Aérea. A Marinha acaba de emitir uma nota oficial afirmando que seu comandante Almir Garnier blefou quando disse que tinha tanques prontos nos quartéis da Força Naval. Não era verdade. Garnier blefou e, com isso, manchou o quadro naval.

A taxação dos milionários tem dificuldades no Congresso Nacional

O que se falava ontem é que o empenho do governo Lula em taxar os super ricos vai encontrar obstáculos no Congresso Nacional. Para se ter uma ideia, o dólar no black bateu ontem 6 reais. Os espertos já estão correndo para a Argentina e o Uruguai para compra e venda de dólares. No Brasil, a moeda americana está batendo recorde. Os doleiros estão felizes da vida principalmente no Rio, São Paulo e Brasília, os três estados que movimentam a economia brasileira.

Obras de fachada

São Pedro deu o alerta ao prefeito Bruno Reis da necessidade de priorizar os investimentos em infraestrutura e dar a devida manutenção à capital baiana. O saldo das chuvas ao final de seu primeiro mandato foi bem negativo, com o agravante de uma vítima fatal. No novo ciclo administrativo, que começa no ano que vem com o cofre vazio, é imprescindível cortar os gastos com festas e aplicar os escassos recursos públicos em novas contenções de encostas e sistemas eficientes de drenagem. As obras de fachada do ano eleitoral se desmancharam com as últimas chuvas.

Preocupação em São Paulo

Em São Paulo, há uma preocupação: o PCC quer entrar no poderoso e rico mercado da limpeza pública no Brasil. Se começar em São Paulo, se estende para os maiores estados brasileiros. 

Bahia perde valor no mercado do futebol

Diante da pálida campanha no campeonato brasileiro, o Bahia está perdendo valor no mercado internacional do futebol. Comprado pelo Manchester City, o que se fala em Londres é que hoje, se o Tricolor de Aço fosse vendido, seria por muito menos do que foi comprado. 

Bolsonaro foge das responsabilidades e joga culpa nos militares

Jair Bolsonaro, mais uma vez, revela seu caráter e padrão de comportamento ao esquivar-se de responsabilidades e apontar o dedo para os outros. Declarações atribuídas a militares sugerem que Bolsonaro teria recuado de um possível golpe por medo de ser preso. Essa narrativa expõe a fragilidade de sua liderança e sua tendência de transferir a culpa para terceiros — neste caso, as Forças Armadas.

Bolsonaro tenta reescrever sua história e usa militares como bode expiatório

Desde que deixou a presidência, Bolsonaro busca reescrever sua história política, tentando preservar sua base e justificar ações ou omissões de seu governo. A estratégia de culpar os militares é perigosa, pois ignora o papel institucional das Forças Armadas e coloca em xeque sua neutralidade e profissionalismo. Mais que isso, demonstra uma incapacidade de assumir os próprios atos e decisões, algo essencial em qualquer líder. Os militares, por sua vez, parecem determinados a proteger suas reputações e se desvincular de aventuras políticas que poderiam comprometer a estabilidade democrática do país. Esse movimento reflete a consciência institucional de que um líder frágil e medroso, como indicado pelas declarações, não pode comprometer a missão histórica das Forças Armadas.

Bolsonaro se esconde em vitimização e manipulação, revelando incapacidade de liderança e falta de coragem

Enquanto o mundo desaba ao seu redor e antigos aliados são presos, Bolsonaro segue em sua jornada de vitimização e manipulação, tentando se esquivar de acusações e distanciar-se das consequências de suas próprias escolhas. Essa postura, no entanto, só reforça a percepção de um líder que não esteve à altura das responsabilidades do cargo que ocupou. O Brasil, mais do que nunca, precisa de líderes que assumam seus erros e estejam dispostos a enfrentar as consequências de suas ações, ao invés de transferir culpas e jogar sombras sobre instituições que são pilares da democracia.

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