Esta semana será decisiva para o presidente da Câmara dos Deputados. Ele terá que decidir se instala ou não o projeto da anistia. Se votar, fica claro que está com Jair Bolsonaro. Se empurra com a barriga, deixa também claro que estará com Lula. É uma semana de expectativa em Brasília.
Driblando os gigantes… (cont.)
Conforme antecipado em primeiríssima mão por este Blog, o Banco Master, um dos maiores e mais bem sucedidos bancos médios brasileiros, se juntou ao BRB, um dos maiores e mais tradicionais bancos estaduais. O negócio multi bilionário foi anunciado ontem. O brilhante jovem Daniel Vorcaro, um dos mais preparados e experientes da nova safra de banqueiros, deverá presidir o conselho do novo gigante 100% nacional que surgirá após as aprovações do CADE e Banco Central.
Ninguém segura
Com a combinação entre o Banco Master e o BRB, os chamados médios grandes, como Safra, Banrisul, Inter e Votorantim, terão que se movimentar ou serão as próximas vítimas do novo conglomerado. Até mesmo gigantes como o Bradesco, que tem apresentado resultados medíocres desde a aquisição do HSBC, entrou na mira dos menudos.
O preterido
Quem ficou chupando o dedo no negócio envolvendo o Banco Master e o BRB foi o banqueiro André Esteves. Com uma proposta bem menos atrativa que o BRB, o BTG de Esteves continuará com sua filha feia e problemática, o Banco Pan, que ficará para titia.
Ninguém acredita no sucesso bolsonarista
Cresce entre os bolsonaristas o receio de que, num afã de se livrarem de possíveis punições, eles se acusem mutuamente pelo golpe de estado. Uma avaliação feita ontem pelos advogados deixa claro que cada um quer se livrar, mas o curioso é que nenhum nega a tentativa de golpe. O fato se complica quando a possibilidade de fuga do ex-presidente está latente em Brasília.
Eduardo Bolsonaro será julgado no STF
Já o deputado federal fujão, Eduardo Bolsonaro, deve ser julgado a qualquer momento no STF. Contra ele, as acusações são gravíssimas, embora ele afirme que tem direito a asilo político.
Brasileiro compra gigante de ovos dos Estados Unidos
Por US$ 1,1 bilhão, a Global, proprietária de granja em São Paulo, acaba de comprar uma das maiores empresas de ovos norte-americanas. Para se ter uma ideia, em 2024, a Global faturou US$ 2 bilhões vendendo ovos.
Monetização verde
“Verde que te quero verde”. O verso do poeta espanhol Federico Garcia Lorca tem servido de mote para muitas campanhas em defesa do meio ambiente. Isso, no entanto, não caberia para Salvador, onde as áreas verdes perderam o sentido urbanístico-ambiental para virarem instrumento de monetização municipal. Não é de agora que vários espaços desta natureza estão indo a leilão para engordar o caixa da prefeitura. Muitas suspeitas pairam sobre essas questionáveis transações que causam o cada vez maior acinzentamento da capital baiana.
Pulga atrás da orelha
O último caso do leilão da área verde da encosta do Morro Ipiranga deixou todo o mundo com a pulga atrás da orelha. Depois de o prefeito Bruno Reis comemorar o arremate do “espaço inútil” por um lance de R$ 16 milhões, o leilão misteriosamente foi cancelado, com justificativas evasivas. Um outro da área verde da APA da encosta da Vitória já está sub judice sem nem ter sido iniciado. No entanto, a prefeitura precisa urgentemente fiscalizar as obras que estão sendo realizadas no local pelo condomínio Mansão Wildberger.
Culto a Mamom
A informação que chega da vizinhança é que esse trecho da APA da encosta da Vitória está sendo devastado pela intervenção do condomínio de endinheirados. Na ganância de valorização de seus imóveis, estão deixando bem claro para quê eles querem o verde. Para cultuar o deus Mamom. Só lhes interessam as cédulas verdes do dólar.
Golpistas precisam pagar caro: punição exemplar é dever da democracia
Todos os atos do ex-presidente Bolsonaro e seus aliados que configuraram tentativa de golpe devem ser punidos com severidade e firmeza. A democracia não é palco para aventuras autoritárias. A Justiça precisa agir com exemplaridade, para que nenhum outro político se sinta encorajado a repetir o mesmo crime contra a ordem constitucional. Sem punição dura, o risco permanece vivo.
Projeto para acabar com benefícios de militares que torturaram e mataram vai ser votado
Militares que prenderam, mataram e torturaram durante a ditadura e que deixaram benefícios para seus herdeiros devem perdê-lo. Um levantamento que está sendo feito aponta Médici e Figueiredo como os maiores responsáveis pelas mortes e torturas do período militar. Os seus parentes devem ter os benefícios suspensos, já que o movimento é grande e até agora as Forças Armadas não deram as explicações que os brasileiros sempre desejaram.