Em bairros tradicionais de classe média, como a Barra, o que se vê é uma avalanche de empreendimentos econômicos com imóveis de 20 metros quadrados, para atender investidores que já começam a frear suas aquisições em vista da saturação do mercado. O fato é que Salvador, “terra do já teve e já foi”, chegou a ser o segundo mercado imobiliário do Brasil, atrás apenas de São Paulo. Isso há 40 anos, quando o Polo Petroquímico gerava muitos empregos e irrigava a economia local. Hoje, a capital da Bahia não lidera nem mais o mercado nordestino, superada por Fortaleza e Recife, e com o metro quadrado de valor inferior ao de Maceió e João Pessoa.