Quem é Michelle Bolsonaro? Por qualquer ponto de vista é um mistério. A segunda mulher mais admirada do Brasil, de acordo com a pesquisa do Instituto QualiBest? A receptora de cheques suspeitos? A consumidora sem autonomia, que precisa que uma amiga pague suas contas? A evangélica que emociona os “irmãos” defendendo os valores da família tradicional? A esposa dedicada e submissa que segue o marido sem questionamentos? Aquela que ignora completamente o que ocorre ao seu redor? A esperança do PL de uma batelada de votos na próxima eleição? A funcionária subalterna que virou primeira-dama? A ingênua ou aquela que manda discretamente? Difícil escolher; todas as opções, para mais ou para menos, são possíveis. Pouco se sabe o que pensa realmente sobre a política, além da defesa apaixonada das pautas conservadoras e dos princípios do Neopentecostalismo. Certamente a sua imagem mais emblemática seja o transe-discurso numa língua ininteligível, acompanhada por movimentos vigorosos, quando o ex-ministro da Justiça, o terrivelmente evangélico André Mendonça, foi confirmado no Supremo Tribunal Federal. A imagem mostra força, convicção e uma assustadora determinação. Ou seja, alguém capaz de ir às últimas consequências para defender as suas causas.