Na terra do trio elétrico, instituiu-se o barulho, a zoada nos mais altos decibéis como normalidade. Esqueçam as consequências na saúde, na sanidade mental e na civilidade. Os poderes públicos tapam os ouvidos às reclamações dos insolentes. Se na periferia sempre prevaleceu o salve-se quem puder, a balbúrdia chegou de “com força”, como fala o povão, nos bairros nobres. Esfolados pelo altíssimo IPTU, moradores da Barra, Vitória, Graça, Campo Grande, Canela e Ondina pagam caro, não têm paz e pedem socorro. Responsável legal em proibir a poluição sonora na cidade, a Sedur faz ouvidos de mercador. Não é pra menos. A exemplo da Sefaz, seu negócio é taxar. Em outras grandes cidades, como Rio e São Paulo, a lei do silêncio é cumprida.