As vacas sagradas da Bahia

Não encontra suporte na realidade o apego irracional que os governos do PT mantêm em torno das empresas estatais, tratadas como vacas sagradas. Na Bahia, por exemplo, a Embasa, de água e saneamento, e a Bahiagás, distribuidora de gás natural, poderiam muito já estar em mãos da iniciativa privada, como acontece em boa parte do país, liberando o governo estadual para investir em educação, saúde e segurança pública, áreas que necessitam de recursos públicos com prioridade e urgência. Na Bahia, apenas 38% da população tem a coleta de esgoto assegurada, sendo que metade não é tratada. Na média do país, o investimento privado em ligação de água e esgoto é 70% superior ao realizado pela Embasa, que por sua vez cobra pelos seus serviços tarifas acima da média nacional. Assim, a Bahia passa ao largo da onda de investimentos privados criada pelo novo marco do saneamento, com R$ 50 bilhões programados para investimento em dois anos, além de outros R$ 30 bilhões de outorgas.

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