A inclusão dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, na comitiva do presidente Lula que irá à China animou o pessoal da Odebrecht, agora batizada de Novonor, a pedir isonomia. Se a dupla dos frigoríficos enrolada na Lava Jato pode viajar com Lula à China, em nome do interesse do agro nas exportações de carne, por que Emílio Odebrecht, ou mesmo um diretor de sua empresa, não poderá acompanhar o presidente brasileiro na sua próxima viagem a Angola, prevista para este ano? O portfólio da Odebrecht em Angola inclui a construção de uma refinaria em Cabinda, terminal de armazenamento de gás natural e um porto nas proximidades de Luanda.