Os arroubos de prepotência e as frases virulentas, como “não sou coveiro” ou “no meu governo, não foi demarcada nenhuma terra indígena” estão escasseando e gradualmente o ex-presidente vai despertando de seu delírio autoritário e encarando a dura realidade. Tudo indica que seu destino num futuro próximo é a prisão. E contrariando seu estilo fanfarrão, ele mesmo já admite. Na constrangedora entrevista que deu ao jornal norte-americano Wall Street Journal, garantiu que volta ao Brasil em março e reconhece que pode ser preso devido aos atos golpistas de oito de janeiro, “Uma ordem de prisão pode surgir do nada” deixa escapar um Bolsonaro visivelmente preocupado e abatido. O ex-presidente evitou o tema que tanto teme, a acusação de genocida. Sabe ele que são fartas, contundentes e convincentes as provas de genocídio em função do pífio desempenho do governo federal durante a crise provocada pela Covid-19.