Boca calada

Pelo menos em público, o presidente Lula não intercedeu em favor dos jovens cubanos detidos nas manifestações pacíficas de 11 de julho do ano passado, quando protestavam contra a escassez de produtos básicos e cortes de eletricidade na ilha. É bem possível que este tema espinhoso tenha sido deixado de lado na conversa que Lula manteve com o ditador cubano Miguel Díaz-Canel, em Buenos Aires, à margem da Cúpula da Celac. Logo a seguir a este encontro, um tribunal de Havana condenou com penas de prisão de quatro a treze anos um grupo de quinze manifestantes, acusados do crime de sedição. Lula calado estava, calado ficou.

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